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Correio da Manhã

Portugal
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Matemática fica mais exigente logo no 1º Ciclo

O uso de calculadoras e a introdução de noções de Álgebra logo no 1º Ciclo constam da revisão do Programa de Matemática para o Ensino Básico, homologada em Dezembro. O Ministério da Educação quer apostar no desenvolvimento da compreensão e raciocínio dos alunos e na melhoria da capacidade de resolução de problemas, aumentando o número de conceitos ensinados até ao 4.º ano.
5 de Janeiro de 2008 às 00:00
A calculadora “pode auxiliar na exploração de regularidades numéricas, em tarefas de investigação e na resolução de problemas, ou seja, em situações em que o objectivo não é o desenvolvimento da capacidade de cálculo”. Vedado, no entanto, está o seu uso “para a execução de cálculos imediatos”.
É no 1.º Ciclo que surgem as principais alterações a um programa que “há muito necessitava de ser revisto”. A Álgebra surge como área específica de ensino nos 2.º e 3.º Ciclos, mas “no 1.º Ciclo tem lugar a iniciação ao pensamento algébrico”.
Pegando em situações do dia-a-dia, pretende-se que os professores desenvolvam “experiências de contagem” com os alunos, valorizando o cálculo numérico e aperfeiçoando a composição e decomposição dos números.
Nos dois primeiros anos de aulas, os alunos devem fazer “contagens progressivas”, realizar estimativas, comparar e ordenar números, distinguir ímpares de pares, saber ler e representar números até mil e resolver problemas com relações numéricas. Além de somar, subtrair, dividir, multiplicar e conhecer a tabuada, devem entender a noção de metade e dobro.
Nos 3.º e 4.º anos devem contar até um milhão e ter noção dos múltiplos e divisores. As fracções são logo leccionadas neste nível de ensino. Quanto à Geometria, é suposto decompor figuras, planificar o cubo e representar linhas rectas e curvas. No tratamento de dados, as crianças devem já ler e interpretar tabelas e gráficos e representar situações aleatórias.
NOTAS SOLTAS
DISCUSSÃO PÚBLICA
O documento que define as alterações ao Programa de Matemática esteve em consulta pública até ao início de Outubro. O reajustamento mereceu críticas das associações de professores e especialistas que condenaram o uso de calculadoras.
TAZIA NAS NOTAS
Segundo os especialistas, são dois os principais problemas na base dos maus resultados a Matemática: dificuldades no raciocínio e problemas na compreensão dos conceitos. Estas são duas áreas de aposta do programa agora alterado.
MAIOR COERÊNCIA
Com o reforço do ensino dos números e da geometria no Ensino Básico, o Ministério da Educação prevê criar maior coerência entre os três ciclos.
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