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Correio da Manhã

Portugal
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Maternidade Alfredo da Costa com cirurgias suspensas já na segunda-feira por falta de anestesistas

Bloco operatório de ginecologia da MAC só poderá abrir uma de duas salas cirúrgicas em três dias da semana. Tempo médio de espera por uma operação prioritária é de um mês.
SÁBADO 13 de Julho de 2019 às 12:20
Maternidade Alfredo da Costa
Maternidade Alfredo da Costa FOTO: Pedro Catarino

A partir desta segunda-feira e por tempo indeterminado, a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, vai parar cirurgias agendadas devido à falta de anestesistas. Ao Diário de Notícias, a diretora da clínica, Clara Soares, afirma que, para evitar que o bloco operatório de ginecologia esteja encerrado durante todo o verão, estão a ser ponderados "contratos de prestação de serviços imediatos".

De acordo com a médica, "se todo este processo se articular convenientemente", o serviço só poderá abrir uma de duas salas cirúrgicas em três dias de cada semana e nem pagando o valor mais elevado de que a responsável se lembra, 43,5 euros por hora, poderá ser garantida a atividade normal na maternidade.

Na MAC, o tempo médio de espera para uma operação prioritária de ginecologia é de 30 dias e o jornal refere que, nos últimos tempos, metade das cirurgias marcadas foram adiadas. "Agora, deverá ser bastante pior, apesar do esforço", refere Clara Soares. Segundo a lei, o tempo máximo de espera para este tipo de casos é de apenas 15 dias.

Atualmente, a maternidade não conta com anestesistas no seu quadro, com a maioria dos especialistas a serem contratados através de contratos de prestação de serviço e os restantes com recurso ao Centro Hospitalar Lisboa Central, no qual estão também inseridos os hospitais de Dona Estefânia e São José.

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