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Correio da Manhã

Portugal
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Matou e incendiou casa

Alexandre Venâncio, um informático de 29 anos, abriu a porta de casa a um amigo, na Avenida Mouzinho de Albuquerque, em Lisboa. Minutos depois jazia morto, no chão de uma das divisões do seu apartamento, vítima de uma facada na barriga. O suspeito roubou dinheiro à vítima, deitou fogo à casa e fugiu.
4 de Outubro de 2006 às 00:00
O cadáver de Alexandre Venâncio foi descoberto no 2.º andar deste prédio
O cadáver de Alexandre Venâncio foi descoberto no 2.º andar deste prédio FOTO: Natália Ferraz
O crime ocorreu pelas 15h00 de segunda-feira, no 2.º direito do número 5 da Avenida Mouzinho de Albuquerque. O autor do homicídio, um jovem de 21 anos, residente em Chelas, acabou por se entregar na esquadra da PSP da zona, cerca de uma hora depois do crime.
Alexandre Venâncio, a vítima, e o suspeito entretanto detido, terão travado uma conversa amigável nos minutos que antecederam o homicídio. Este facto foi contado às autoridades policiais pelo próprio autor do crime.
A agressividade entre os dois indivíduos surgiu depois de ambos terem alegadamente ingerido pastilhas de ecstasy. “O suspeito assegurou ter tomado três destas pastilhas, que lhe foram dadas pela vítima. Esta também terá, ao que se supõe, ingerido a mesma droga”, disse ao CM fonte policial.
Durou pouco até que os amigos se envolvessem numa violenta discussão. Depois de começar por agressões físicas, a altercação terminou com o uso de um objecto cortante. Alexandre foi atingido numa orelha, boca, e no lado esquerdo do abdómen. A violência da agressão causou-lhe morte imediata.
O autor do crime aproveitou então o facto de Alexandre ter o computador ligado. “Com os códigos multibanco da vítima, fez vários movimentos bancários via internet. Antes de fugir, ainda pegou fogo ao quarto onde ocorreu o crime”, acrescentou a fonte policial.
Uma vizinha de Alexandre apercebeu-se do fumo e chamou os bombeiros e a PSP. Extinto o incêndio, o cadáver do informático foi descoberto no chão do quarto.
O responsável pelo homicídio viria a entregar-se, pelas 16h00, na esquadra da PSP de Chelas. Uma conversa com familiares levaram-no a assumir o crime. A Polícia Judiciária tomou conta das investigações e apreendeu ao suspeito uma mochila com cerca de 500 comprimidos de ectasy. Até ao final da tarde de ontem, não foram divulgadas as medidas de coacção aplicadas.
PORMENORES
MÃE
Anabela Rodrigues, mãe de Alexandre Venâncio, só soube da morte do filho ao final da tarde de segunda-feira. “Quando saí de casa, ele estava bem. Foram vizinhos que me contaram”, disse ao CM.
HERANÇA
A Polícia Judiciária está a investigar a relação entre a morte de Alexandre Venâncio e o facto de este ter herdado uma grande quantia em dinheiro a que teve direito pela morte do pai.
MODA
Alexandre Venâncio era informático de formação. No entanto, desde há meses que trabalhava como produtor de moda, em Almada.
MISSA
O funeral do jovem informático, de 29 anos, ainda não tem data marcada. A missa de corpo presente será rezada pelo bispo de uma igreja evangélica.
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