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Correio da Manhã

Portugal
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Matou por causa de telemóvel

"Ele agarrou-me pelo pescoço e eu, para não sufocar, espetei-lhe a faca", confessou ontem, Samuel Garcia, de 21 anos, no Tribunal de Caminha, na primeira sessão do julgamento do homicídio de David Carvalho, um cabo-verdiano de 24 anos, esfaqueado mortalmente após uma festa de aniversário, em Vila Praia de Âncora.
18 de Fevereiro de 2011 às 00:30
Samuel Garcia, 21 anos, está em prisão preventiva em Braga, acusado da morte de David Carvalho, 24 anos
Samuel Garcia, 21 anos, está em prisão preventiva em Braga, acusado da morte de David Carvalho, 24 anos FOTO: Fátima Vilaça

Samuel, que se manifestou "profundamente arrependido", jurou nunca ter tido intenção de matar. "Eu estava descontrolado, não sabia o que estava a fazer, mas nunca me passou pela cabeça matar ninguém", assegurou o arguido.

O cabo-verdiano, estudante numa escola profissional de Vila Praia de Âncora, contou ao colectivo que a discussão começou por causa do furto de um telemóvel e um perfume, depois de "uma noite de copos". "Começámos a beber por volta das 22h30 e bebemos até às 3h30, quando a GNR apareceu para acabar com a festa. Eu já não sabia o que fazia", repetiu o homicida.

Samuel confirmou ao Tribunal ter usado a mesma faca, horas depois do homicídio, para partir o bolo de aniversário que tinha ficado intacto. Os factos remontam à madrugada de 25 de Abril do ano passado. Os dois jovens, que não se conheciam, envolveram-se em confrontos após uma festa na casa de Samuel. David acabou por morrer a caminho do Hospital de Viana do Castelo. n

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