Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
5

Meco: mistério com chave de casa arrendada

Famílias das vítimas do Meco querem saber quantas pessoas tiveram acesso à moradia.
11 de Fevereiro de 2014 às 15:40
Conceição Sanchez, mãe de Carina sanchez, perguntou a João quantas pessoas estavam na casa
Conceição Sanchez, mãe de Carina sanchez, perguntou a João quantas pessoas estavam na casa FOTO: Rui Minderico

A mãe de Carina Sanchez, uma das vítimas da tragédia do Meco, em Sesimbra, quer saber quem mais, para além do sobrevivente João Miguel Gouveia, tinha a chave da casa arrendada em Aiana de Cima, a poucos quilómetros de Alfarim. "Um mês depois do que aconteceu o namorado da minha filha disse-me que o João queria falar comigo. Fui contactada pela irmã e disse-lhe que tinha duas perguntas a fazer: Quem estava no fim de semana e a quem ele deu a chave da casa arrendada, uma vez que às cinco da manhã alguém foi à moradia arrumar coisas", disse Conceição Sanchez no programa ‘Você na TV' (TVI). Não teve resposta.

As famílias das vítimas do Meco continuam a querer respostas para se fazer justiça. Ainda hoje não sabem em que circunstâncias os jovens foram levados por uma onda na madrugada de 15 de dezembro. João Miguel Gouveia continua sem se dirigir às famílias. A irmã responde por ele: "Ele não tinha cabeça para conseguir falar com vocês", disse Catarina Gouveia aos pais dos jovens com quem entrou em contacto. João Miguel Gouveia tem contado com o apoio dos amigos e do psicólogo da Universidade Lusófona.

O único sobrevivente da tragédia do Meco já foi ouvido no tribunal de Almada e negou a tese de os jovens estarem a efetuar uma praxe. Disse que se tratou de um acidente, mantendo a versão que deu aos agentes da Polícia Marítima logo na madrugada em que foi assistido, após dar o alerta às autoridades. Aos inspetores disse ainda que tentou agarrar a mão de Carina Sanchez, mas não conseguiu evitar que fosse arrastada.

O advogado das famílias das vítimas - já assistentes no processo que está em Almada -, Vítor Parente Ribeiro, disse que "há condições para se saber da verdade. Há dados muito concretos de que se tratou de uma praxe académica. Agora temos de continuar a seguir o processo e aguardar desfecho", disse.

meco vítimas moradia
Ver comentários