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Correio da Manhã

Portugal
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Médica diz que foi “erro” raptar filho

Anestesista justifica fuga com menino de dois anos devido a “grande stress emocional”.
Fátima Vilaça 25 de Maio de 2018 às 08:38
Família começou a ser julgada por sequestro agravado no Tribunal de Braga
Mãe de Helena Costa à saída da Polícia Judiciária de Braga, após ser presa. A médica, de 72 anos, fugiu com a filha e o neto
Família começou a ser julgada por sequestro agravado no Tribunal de Braga
Mãe de Helena Costa à saída da Polícia Judiciária de Braga, após ser presa. A médica, de 72 anos, fugiu com a filha e o neto
Família começou a ser julgada por sequestro agravado no Tribunal de Braga
Mãe de Helena Costa à saída da Polícia Judiciária de Braga, após ser presa. A médica, de 72 anos, fugiu com a filha e o neto
Foi um grande erro o que aconteceu. Eu estava numa situação de grande stress emocional e foi a saída que encontrei. Estou muito arrependida. Se fosse hoje, não o faria".

Num depoimento muito curto e com a voz trémula, a médica anestesista Helena Costa confessou esta quinta-feira, no Tribunal de Braga, ter fugido com o filho de apenas dois anos para o Dubai, depois para a Índia e para o Brasil, para evitar partilhar a guarda do menino com o pai. A mãe, médica psiquiatra, que acompanhou a filha e o neto na fuga, garantiu ao coletivo do Tribunal de Braga que o menino "estava doente" e que decidiram ir embora "aconselhadas por médicos e advogados".

"Os advogados assustaram-nos muito, disseram que o menino podia ser entregue ao pai. E nós ficamos em pânico, porque tínhamos medo que ele piorasse caso isso acontecesse", justificou a psiquiatra, sublinhando que a intenção - sua e da filha, de 38 anos - era regressarem a Portugal assim que o menino "melhorasse". "Ficámos aflitas, com medo de regressar. Pensámos em fazer um acordo com o pai da criança, mas não havia diálogo", referiu. Mãe e filha estiveram um ano e um mês em fuga com o menino, sem nunca dar conhecimento ao pai.

Em Portugal tinham a colaboração do pai e do irmão de Helena Costa que, em pelo menos três ocasiões, viajaram para o Brasil para levar dinheiro às mulheres. Esta quinta-feira, os também arguidos, confessaram de forma "integral" ter participado no plano da fuga. O tribunal já marcou a leitura do acórdão.

PORMENORES
Pai relata angústia
Assim que regressou a Portugal, o menino, agora com quatro anos, passou a viver com o pai. Em tribunal, o progenitor relatou o ano de angústia que viveu. "Não saber o estado dele causa uma angústia inimaginável."
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