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Correio da Manhã

Portugal
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MÉDICO DE FAMÍLIA PARA TODOS

Os centros de saúde irão sofrer, em breve, várias alterações: vão passar a ter autonomia, um director responsável por toda a gestão, horários alargados, as consultas vão poder ser marcadas, todas, por telefone e o Estado vai contratualizar com grupos de médicos.
23 de Setembro de 2002 às 22:02
O ministro da saúde, Luís Filipe Pereira irá apresentar em Outubro um plano para os cuidados primários, que, segundo fonte do seu gabinete, quer “dar a todos os portugueses o seu médico de família”. Sabendo da carência de profissionais, o governante vai recorrer a grupos de médicos independentes.

Assim, para além dos centros de saúde, o Governo quer contratualizar com outros clínicos que se organizem para darem assistência a um determinado número de pessoas. “Vamos criar uma rede de cuidados, a prestar nos centros de saúde ou em consultórios”. Cada médico terá listas de doentes que podem oscilar entre 1500 e 2500 portugueses.

A gestão do pessoal e do centro deixará de ser feita pelas administrações regionais de saúde e ficará a cargo de um director - tal como hospitais - que será um profissional de saúde, a ser nomeado pelo ministro por um período de três anos e a quem serão pedidas responsabilidades pelos resultados obtidos.

Os centros passarão, ainda, a ser financiados de acordo com base na capitação ponderada de pessoas da zona envolvente” e vão ter autonomia administrativa.

Marcar consulta por telefone

Os portugueses vão poder marcar as consultas nos centros de saúde por telefone. A garantia foi dada pelo próprio ministro da saúde, Luís Filipe Pereira que explicou tratar-se de uma das alterações a fazer no funcionamento destes estabelecimentos. Segundo o Ministério da Saúde, apenas alguns centros permitem, actualmente a marcação por telefone, mas o governante vai alargar esse procedimento a todas as unidades do País.

Aliás, no sábado, num jantar em Santo Tirso, Luís Filipe Pereira confessou ser “chocante que, em muitos centros de saúde, os utentes tenham de ir para a ‘bicha’ de madrugada para conseguirem marcar uma simples consulta ou serem atendidos por um médico".

Outra das alterações que o ministro da Saúde quer fazer nos centros de saúde é no horário de funcionamento. Assim, e segundo informações do Ministério da Saúde, muitos centros passarão a funcionar das 8 horas às 20 horas, tendo de assegurar sempre um determninado número de utentes.
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