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Correio da Manhã

Portugal
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MÉDICOS NÃO MUDAM DE CENTRO

A reorganização dos centros de saúde, de maneira a garantir um médico de família a cada utente, não implicará a deslocação geográfica de clínicos, garantiu o Ministério da Saúde ao Correio da Manhã.
7 de Junho de 2004 às 00:00
MÉDICOS NÃO MUDAM DE CENTRO
MÉDICOS NÃO MUDAM DE CENTRO
“As vagas abertas na sequência da limpeza dos ficheiros devem ser preenchidas pelas pessoas a quem, até agora, não tinha sido atribuído médico”, precisou o porta-voz do Ministério, António Mocho. “O que esperamos é um re-encaixe.”
Já foram eliminados das listas de utentes entre 800 e 900 mil nomes, correspondentes “a pessoas que morreram, estavam inscritas em mais do que um centro de saúde ou mais do que uma vez no mesmo”.
A questão é saber se a limpeza afectou os centros de saúde onde há utentes – cerca de um milhão, no total – à espera de médico. Só assim seria efectivo o “re-encaixe”. Mas se, em resultado daquele procedimento, o número de utentes descer além de 1 500 por médico, coloca-se a possibilidade de transferência de alguns clínicos para centros de saúde mais necessitados.
NO MESMO CONCELHO
O porta-voz do Ministério assegurou que a deslocalização de médicos não faz parte do Plano de Melhoria dos Centros de Saúde, a apresentar hoje, pelo ministro Luís Filipe Pereira, em Cantanhede. “Neste momento, tal hipótese não tem consistência”, disse Mocho, admitindo, no máximo, a transferência dentro de um mesmo concelho. “A Lei não permite mais”, tornou claro.
O presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral (APMCG), Luís Pisco, espera pelo anúncio do Plano de Melhoria dos Centros de Saúde para opinar sobre o assunto.
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