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Correio da Manhã

Portugal
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Médicos podem acumular funções de direcção

O ministro da Saúde, António Correia de Campos, anunciou esta sexta-feira que os médicos que trabalham no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e queiram exercer cargos de direcção no sector privado podem fazê-lo desde que o horário nos serviços públicos seja de 20 horas semanais, cerca de metade das actuais.
19 de Janeiro de 2007 às 17:44
O governante, que falava à margem de umas jornadas técnicas que decorreram na Faculdade de Medicina de Lisboa, revelou que a medida está a ser alvo de negociações, que prevê que sejam “demoradas”, adiantando que, caso a proposta seja aceite, os médicos “trabalharão em total dedicação ao sector público nessas quatro horas diárias”.
Segundo Correia de Campos, este acordo poderá resolver os conflitos existentes com os clínicos desde que, em Dezembro do ano passado, o ministro assinou um despacho segundo o qual a acumulação de funções de direcção no sector público e privado “é passível de comprometer a isenção e imparcialidade, com o consequente risco de prejuízo efectivo para o interesse público”.
Recorde-se que a Ordem dos Médicos afirmou que se os clínicos forem obrigados a optar entre os sectores público e privado, “milhares” de profissionais escolherão o privado.
Este organismo anunciou ainda que vai apoiar juridicamente os médicos que optem pelo público e sejam financeiramente prejudicados, caso o diploma ministral seja considerado ilegal, como a Ordem dos Médicos pretende.
Em reacção às declarações de Correia de Campos, o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, acusou o governante de estar a ser desleal com os médicos, depois de ter recuado no regime do exercício das funções de direcção nos sectores privado e público.
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