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Correio da Manhã

Portugal
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Médicos receitam fecho de urgências

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) desafia o ministro da Saúde a encerrar os serviços de urgência que se multiplicaram sem condições de funcionamento efectivo. Segundo Carlos Santos, daquela estrutura sindical, “o País precisa de 25 ou 30 serviços de urgência, mas tem quase uma centena”.
19 de Novembro de 2005 às 00:00
No Egas Moniz há mais médicos do que camas. Noutras regiões há serviços de urgência ineficazes
No Egas Moniz há mais médicos do que camas. Noutras regiões há serviços de urgência ineficazes FOTO: Vítor Mota
O desafio surge em resposta ao apelo do ministro no sentido de racionalizar e redistribuir recursos. “Não faz sentido manter urgências só para não afrontar autarcas que as querem nos seus concelhos, urgências só com um cirurgião, que nada pode fazer porque não opera sozinho.” Carlos Santos refere-se, por exemplo, às urgências dos hospitais de Santo Tirso, Barcelos e Fafe.
EXCEDENTÁRIOS
Sobre o excesso de médicos em alguns serviços, os sindicatos mantêm que a responsabilidade é do Ministério da Saúde, pois cabe-lhe definir o número de vagas. Quanto à situação no Egas Moniz, onde, segundo o levantamento ‘Centros de Saúde e Hospitais – Recursos e Produção do Serviço Nacional de Saúde – 2003’, os médicos (432) são mais do que as camas (404), um clínico que lá trabalha conta que há operações necessárias adiadas por falta de camas para internamento.
O estudo mostra que também no Hospital de Santo António, no Porto, o número de camas (688) não fica longe do número de médicos (601). “É preciso responsabilizar o Governo e as administrações que os contrataram”, afirma o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, mostrando-se favorável ao incremento da mobilidade dos profissionais. Os sindicatos dizem-se também preparados para negociá-la.
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