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Correio da Manhã

Portugal
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Medo do perigo amarelo

Os comerciantes transmontanos estão preocupados com aquilo que consideram ser a “invasão chinesa” nesta região, numa altura em que, além dos pequenos estabelecimentos, estão a aparecer lojas de média dimensão que funcionam como hipermercados.
19 de Maio de 2006 às 00:00
Em Vila Real, após o aparecimento do Hiper-Chinês, localizado no centro da cidade, os comerciantes organizados na Associação Comercial e Industrial (ACIVR) convocaram uma manifestação para impedir a instalação daquele estabelecimento. Tal iniciativa não chegou a concretizar-se já que a maioria dos comerciantes queriam que fosse a associação a assumir o protagonismo.
Fernando Cardoso, presidente da ACIVR, ficou “desolado” pela desmotivação dos seus associados.
Em Bragança, a concorrência feita pelas lojas chinesas levou à difusão de um documento, intitulado ‘Perigo Amarelo’, em que se enumeram os “perigos” para o comércio tradicional com o aparecimento de inúmeras lojas orientais.
António Carvalho, presidente da Associação do Comércio, Indústria e Serviços de Bragança, disse que já tomou posições relacionadas com o assunto mas não pode adoptar uma atitude xenófoba, até porque não compete à associação verificar se a legislação está a ser cumprida. No entanto, diz que há irregularidades praticadas pelos comerciantes chineses em relação ao horário de funcionamento das lojas. Por isso pede a atenção da Câmara Municipal que, segundo ele, tem sido pouco activa.
A Câmara de Bragança esclarece que o regulamento municipal dos horários de funcionamento para o comércio a retalho é das seis da manhã às dez da noite e que cada comerciante deve definir o horário que mais lhe convém e afixá-lo na porta.
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