Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
6

Megaoperação da PJ investiga fraude de 15 milhões nos subsídios

Chefe de gabinete do Secretário de Estado da Proteção Civil alvo de buscas.
Tânia Laranjo e Lusa 2 de Maio de 2019 às 13:54
Adelino Mendes na Mira de PJ
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Adelino Mendes na Mira de PJ
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Adelino Mendes na Mira de PJ
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Uma megaoperação da PJ que investiga a fraude de 15 milhões de euros na obtenção de subsídios está em marcha esta quinta-feira pela Polícia Judiciária, na sequência de uma outra operação que aconteceu em 2017. Adelino Mendes, chefe de gabinete do Secretário de Estado da Proteção Civil foi alvo de buscas.

Já foram realizadas mais de 20 buscas de Norte a Sul do País, com vários arguidos constituídos. Em causa estão suspeitas de fraude na obtenção de subsídios comunitários, fraude fiscal, fraude e branqueamento de capitais e falsificação de documentos. 

O principal arguido é um dos empresários de Leiria que mais recebeu subsídios comunitários.

Até ao momento não há registo de detenções.

Constituídos 19 arguidos e feitas 26 buscas por fraude na obtenção de subsídios
O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) adianta, em comunicado, que além das 26 buscas foram constituídos 19 arguidos, dos quais oito pessoas singulares e 11 empresas.

Na operação estão envolvidos cerca de 100 operacionais, entre os quais elementos da UNCC, da PJ do Porto, Faro e Lisboa e ainda três magistrados do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e dois funcionários da Autoridade Tributária.

No dia 23 de maio de 2017, no decurso da operação "Inovar", a PJ deteve duas pessoas por fraude na obtenção de subsídio, desvio de subsídio e falsificação de documentos após uma investigação relacionada com os apoios comunitários do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

Na operação foram também constituídos 21 arguidos, 12 pessoas singulares e nove empresas, e apreendidos 12 veículos de gama alta, além de diverso material relacionado com a prática da atividade criminosa em investigação.

Na ocasião a PJ explicou que a fraude consistia "na sobrefaturação de máquinas e equipamento com vista ao inflacionamento de incentivos a receber no âmbito do QREN" e que a investigação ia prosseguir para recolha de prova e apuramento dos benefícios económicos ilegitimamente obtidos em prejuízo do Estado português, cujo valor global ultrapassará os cinco milhões de euros.

Um dos dois detidos em 2017, advogado de profissão chegou a estar em prisão preventiva e a outra detida, consultora, ficou suspensa do exercício de profissão e proibida de contactos.
Polícia Judiciária Norte País crime lei e justiça crime económico fraude
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)