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Correio da Manhã

Portugal
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Meia centena de carros vandalizada

Dezenas de viaturas, num total estimado em cerca de meia centena, foram vandalizadas por desconhecidos na madrugada de ontem nas ruas centrais de Quarteira.
28 de Dezembro de 2007 às 00:00
Logo de manhã os moradores das ruas Hermenegildo da Piedade e do Condestabre, na avenida Carlos Mota Pinto e ruas limítrofes, ficaram desolados ao constatarem os estragos nas viaturas. Quase todas com os pneus furados ou mesmo cortados.
José Mendes, presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, garante serem “actos de vandalismo” causados por gente que se aproveita da “fraca vigilância policial à noite”. O autarca revela, ainda, outro caso de vandalismo, na madrugada de ontem na rotunda da rodoviária: desconhecidos lançaram detergente para a água, provocando espuma e alguns danos. “Isto só pára quando a população apanhar um destes indivíduos e o pendurar num candeeiro”, desabafa.
Os moradores também se queixam da falta de segurança, enquanto contabilizam os estragos. “Furaram-me os quatro pneus da carrinha e deram uma paulada no tejadilho da viatura da minha mulher, talvez para calar o alarme”, contou ao CM Manuel Figueiredo. Paulinho Leandro, por seu lado, ficou com os quatro pneus do carro destroçados. “Cortaram os pneus de uma forma que nem o reboque consegue vir buscar a viatura”, queixava-se este morador, que garante conhecer os criminosos: “São os mesmos que na semana passada denunciei por estarem a roubar e agora vieram vingar-se”, garante.
POPULAÇÃO VOLTA A FALAR EM MILÍCIAS
A onda de crimes, na sua maioria pequena criminalidade, em Quarteira volta a levantar a questão da falta de segurança na cidade. A população – que há meia dúzia de anos realizou manifestações que foram muito mediatizadas e que pareciam ter ajudado a resolver o problema – volta a dizer que “depois de alguma melhoria tudo voltou à mesma”. Vanessa Leandro, uma das dezenas de pessoas prejudicadas pelo vandalismo da madrugada de ontem, denuncia que “a GNR não tem efectivos na rua à noite”. Vanessa refere, revoltada, que “a solução terá de passar por milícias populares que defendam os direitos das pessoas”. Sentimento que volta a sentir-se junto da população, farta de sentir na pele os danos causados pelo crime.
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