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Correio da Manhã

Portugal
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Meia centena de pessoas recorreu a apoio da câmara de Lisboa

Meia centena de pessoas recorreu ao apoio que a Câmara de Lisboa disponibiliza desde sexta-feira no pavilhão do Casal Vistoso para ajudar a minimizar as consequências da vaga de frio para pessoas que vivem na rua.
4 de Fevereiro de 2012 às 18:01
Meia centena de pessoas recorreu a apoio da câmara de Lisboa
Meia centena de pessoas recorreu a apoio da câmara de Lisboa FOTO: d.r.

A vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara de Lisboa, Helena Roseta, disse à agência Lusa que além do apoio pontual aos sem abrigo, o objectivo deste tipo de acções é conseguir que as pessoas aceitem dialogar com os técnicos da autarquia e saber "se é possível dar-lhes alguma ajuda".

"No final destas operações há sempre um saldo de pessoas que conseguimos encaminhar e retirar da rua", acrescentou Helena Roseta.

"Não basta dar apoio nos dias em que está muito frio. É preciso proporcionar a cada uma destas pessoas uma opção de vida diferente de vida daquela que eles têm", reforçou.

A responsável da autarquia realçou ainda o facto do número de pessoas apoiadas no pavilhão situado próximo do Areeiro ser uma pequena parte das cerca de 1.500 pessoas que calcula viverem nas ruas da capital.

"A grande maioria não está disponível para vir, não os podemos forçar", considerou.

Além da alimentação e de proporcionar um lugar aquecido onde podem permanecer e conviver entre si e com os técnicos de apoio social, a Câmara coloca também à disposição conjuntos de higiene pessoal e os balneários do pavilhão para tomar banho, um dos serviços mais utilizados pelas pessoas que acorreram ao local, segundo Helena Roseta.

A procura do espaço foi maior durante a noite e hoje à tarde estavam no pavilhão menos de uma dezena de pessoas, que justificaram a presença no local com as baixas temperaturas.

Duas das pessoas que aceitaram falar com a Lusa disseram ter casa ou quarto para pernoitar, mas por se tratarem de locais muito frios e sem aquecimento levou-os a aceitar o convite da Câmara.

"A minha casa tem muito frio. Meto sete e oito mantas na cama", contou Joaquim Cardoso, 39 anos, enquanto Vitorino Laneiro, 43, disse que apesar do pequeno aquecedor que comprou, o quarto onde vive é pouco confortável com baixas temperaturas: "Tenho 13 cobertores na cama e mais dois que me deram ontem".

As 50 pessoas que tinham recorrido ao pavilhão do Casal Vistoso desde sexta-feira têm idades entre os 20 e os 45 anos e são quase todas (45) do sexo masculino.

O plano de contingência deverá prolongar-se enquanto durar a vaga de frio que atinge actualmente Portugal e que tem feito as temperaturas baixarem para próximo dos zero graus em Lisboa.

 

 

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