Memorando de major assume encenação em Tancos

Papel deixado a chefe de gabinete de Azeredo Lopes admite denúncia encomendada.
Por Sérgio A. Vitorino|11.10.18
O memorando entregue ao chefe de gabinete do ministro da Defesa pelo major Vasco Brazão, inspetor-chefe da PJ Militar - que garante que Azeredo Lopes teve conhecimento do mesmo -, dando conta que a recuperação do arsenal furtado em Tancos foi uma encenação, referirá explicitamente que o esquema foi forjado às escondidas da Polícia Judiciária civil por imposição do informador, que não queria ser perseguido criminalmente.

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O chefe de gabinete, tenente-general Martins Pereira, que saiu do cargo em dezembro passado - um mês após a reunião denunciada por Brazão -, fez ontem saber que por intermédio do seu advogado entregou na tarde de terça-feira "a documentação verdadeira" no Departamento Central de Investigação e Ação Penal.

Assumiu assim o memorando. Na semana passada, Martins Pereira não deu conta de ter recebido qualquer documento, confirmando apenas a reunião com Brazão e Luís Vieira e que "não me foi possível descortinar qualquer facto que indiciasse irregularidade ou indicação de encobrimento de eventuais culpados do furto de Tancos".

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