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Correio da Manhã

Portugal
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Menina de 8 anos morre atropelada por taxista

Uma menina de oito anos, Rafaela, morreu ontem na sequência do atropelamento de que foi vítima, pelas 15h30, na Avenida de Ceuta, sentido Praça de Espanha-Alcântara, em Lisboa.
28 de Abril de 2006 às 00:00
O condutor do táxi envolvido no acidente, de 50 anos, foi identificado pela PSP. A menina atravessava na passadeira quando o sinal dos peões mudou para vermelho, abrindo logo depois o verde da faixa BUS (transportes públicos), onde vinha o taxista, surpreendendo a criança. Tudo junto a uma esquadra.
“A menina vinha da escola, que fica do outro lado da avenida, na Quinta do Loureiro, e ao atravessar a passadeira, aqui para a Quinta da Cabrinha, foi atropelada por um táxi e projectada com tal força que até arrancou um pilarete de cimento no passeio”, disse ao CM Paula Santos, ao mesmo tempo que confortava a amiga Fátima, avó de Rafaela Bogas.
Uma hora depois do atropelamento, os moradores não arredavam pé do local e comentavam o abandono a que foram votados desde que há sete anos foram instalados naquele bairro.
“Já não têm conta os pedidos que apresentámos para resolver este perigo. Chega a ser ofensivo que tenham colocado uma passagem aérea a cerca de 700 metros, onde não mora quase ninguém, e não liguem aos problemas dos milhares de pessoas que moram aqui dos dois lados da avenida”, disse ao CM António Santos, um morador, que recordou as últimas medidas das autoridades.
“Limitaram-se a colocar umas lombas, sendo que a maior parte delas já nem existe. Nem se preocuparam em aumentar o tempo para a travessia dos peões – quase é preciso correr para atravessar as seis faixas de rodagem – Nem colocaram sinais de controlo de velocidade”, lamenta.
Muito menos resignado estava um seu vizinho, Fernando Marques: “Há sete anos que andam a atamancar a nossa situação aqui no bairro e os problemas, até os de fácil resolução, continuam a agravar-se. Já uma vez cortámos aqui o trânsito e não me admiro nada se tivermos de voltar a fazê-lo.”
SOCORRO DEMOROU CINCO MINUTOS
O comportamento da PSP face ao taxista e a ‘demora’ na assistência prestada pelo INEM a Rafaela Bogas eram motivo de indignação entre os moradores na zona. “Preocuparam-se mais com o taxista do que com a menina.
Enquanto a Polícia foi logo dizendo ao taxista para sair daqui rapidamente, a ambulância do INEM demorou quase meia hora a chegar”, reclamavam algumas mulheres. No entanto, segundo Ana Maria Rós, porta-voz do INEM, “a chamada foi recebida às 15h32, os meios foram accionados às 15h33 e às 15h37 chegaram ao local, iniciando logo a manobra de reabilitação. Depois transportaram a criança ao Hospital São Francisco Xavier, onde ela veio a falecer”.
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