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Correio da Manhã

Portugal
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Menina violada por vizinho

Uma menina de onze anos sofreu em silêncio durante dois meses. Não contou a ninguém que um vizinho seu, em Aveiras de Cima, concelho da Azambuja, a abordou por três vezes, a levou para um local ermo e a violou.
15 de Janeiro de 2006 às 00:00
Mãe da criança violada apresentou queixa na GNR
Mãe da criança violada apresentou queixa na GNR FOTO: Marta Vitorino
No dia 29 de Dezembro, a criança contou tudo ao irmão mais velho, apurou o Correio da Manhã junto de fonte policial. Disse-lhe que o vizinho, de cerca de 30 anos, começou por lhe oferecer boleia, numa tarde de Novembro. Ela aceitou e foi conduzida para um pinhal. Ele agarrou--a e violou-a. A menina voltou para casa e não disse nada a ninguém. Colocou a roupa suja de sangue no cesto e a família não deu por nada. Dias depois, a criança voltou a aceitar a boleia do vizinho. Só pôde deixar o carro depois de ser vítima de mais uma violação e de deixar a promessa de que não contaria nada a ninguém. Mais uma vez, a menina regressou a casa com a roupa interior manchada. A família não viu. Escassos dias antes do Natal, voltou a ser aliciada, mas à porta da escola. Por medo, a criança entrou no carro do vizinho, que a levou para um pinhal, entre Aveiras de Cima e Alcoentre, e a violou.
Revelado o segredo, o irmão denunciou a história à mãe – que apresentou queixa na GNR. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária, mas ainda não foram anunciadas detenções.
GNR INVESTIGA MAIS CASOS DE ABUSOS
A mãe da vítima queixou-se à GNR de Aveiras de que a filha tinha sido vítima de abusos sexuais. Mas, ao que o CM apurou, este não terá sido o único caso denunciado às autoridades na freguesia de Aveiras de Cima, concelho de Azambuja.
O Núcleo Mulher e Menor do Grupo Territorial da GNR de Loures está a acompanhar este caso e outros em número que o CM não conseguiu confirmar. A Polícia Judiciária, com competência exclusiva para a investigação de crimes de abuso sexual, já foi informada das denúncias.
Segundo o relatório anual de actividades da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco, no ano passado foram sinalizados pelas comissões 2353 casos de abuso sexual, menos 25 casos que os registados no ano anterior (2003). De acordo com o documento, o abuso sexual aparece em segundo lugar no que se refere aos motivos de intervenção das comissões. A negligência é o maior motivo de intervenção.
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