Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
6

MENOS ALUNOS E MENOS ESCOLAS

Quando as aulas começarem, haverá, este ano, menos 203 escolas. De uma maneira geral, serão também menos os alunos: só no ensino pré-escolar, no 2.º ciclo do ensino básico e no ensino pós-secundário (para obter certificação profissional) vai registar-se acréscimo.
18 de Setembro de 2004 às 00:00
Estas são projecções do Ministério da Educação para o ano lectivo 2004/2005, que, oficialmente, já começou, mas cujo início, na prática, depende da publicação – garantida, pela tutela, até segunda-feira – da lista de colocação de professores.
Segundo as projecções do Ministério e tendo em conta todos os níveis de ensino à excepção do superior, haverá menos 14 388 alunos, em relação ao ano passado. Mesmo assim, verifica-se um acréscimo significativo do número de crianças abrangidas pelo sistema pré-escolar: mais 1495, totalizando 241 mil, mas só 124 mil (51 por cento) na rede pública. No 2.º ciclo do ensino básico haverá mais 94 estudantes e no pós-secundário mais 1292.
A maior quebra verifica-se no 3.º ciclo do ensino básico, uma tendência que se vem acentuando desde 1998 e parece indiciar ser neste nível que o fenómeno do abandono escolar assume maior relevância.
MAIS PROFESSORES
Os dados do Ministério apontam igualmente para o aumento do número de docentes, que passará de 173 619 para 175 mil (mais 1 381). Também os funcionários não docentes serão mais (1438), por comparação com o ano passado, totalizando 90 mil.
O número de escolas, que no ano lectivo 2003/2004 já havia diminuído em relação ao anterior, continua a decrescer, sintoma, nomeadamente, do encerramento de estabelecimentos do ensino básico em áreas rurais. As escolas são 14 900. Destas, 12 500 são públicas e 2 400 privadas. Há menos 201 públicas e duas privadas.
SÓ EM OUTUBRO
Certo é que, até ao momento, apenas 46 por cento das escolas abriu as portas no País inteiro e as outras fizeram-no ainda sem professores em número suficiente. Foi tamanha a confusão neste falso início de ano lectivo que a ministra da Educação, Maria do Carmo Seabra, admitiu a possibilidade de alguns estabelecimentos abrirem depois do dia 23.
O vice-presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, Augusto Pascoal, afirmou ao CM que só em Outubro será possível colocar os professores contratados - cerca de dez mil.
DERROCADA EM EDIFÍCIO NOVO
A Escola Básica de Sobral de Monte Agraço é uma das que, decerto, não abrirá portas até quinta-feira, dia 23. O atraso não fica, neste caso, a dever-se à falta de docentes, mas à derrocada, na noite de terça para quarta-feira, de um muro, cujos destroços ocuparam o campo de futebol.
Trata-se de uma escola inaugurada no ano passado. “Mas o muro já existia antes. Era o sustentáculo de um edifício pré-fabricado”, disse ao CM Paula Pinho, mãe de um aluno que frequenta aquele estabelecimento de ensino, onde o ano lectivo não deve começar antes de dia 27.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)