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Correio da Manhã

Portugal
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“Menti para ajudar a minha irmã”

Ana Salgado mudou, novamente, de versão. A irmã de Carolina diz que agora fala para repor a verdade, até porque se “fartou de ser usada e manipulada pela irmã”. Ana foi ouvida esta segunda-feira, no Tribunal de São João Novo - no processo em que Carolina Salgado partilha o banco dos réus com Pinto da Costa, o motorista Afonso e o segurança Nuno Santos – e disparou em várias direcções.
2 de Novembro de 2009 às 21:55
“Menti para ajudar a minha irmã”
“Menti para ajudar a minha irmã” FOTO: Estela Silva/Lusa

Um dos atingidos foi o advogado de Carolina, José Dantas, que Ana acusa de a ter levado a mentir perante o então procurador-geral adjunto Agostinho Homem. “Achei estranho receber um telefonema do dr. Dantas a pressionar-me para falar com Agostinho Homem. Mas, antes, o advogado quis falar comigo, disse-me que seria retirada a queixa contra mim de difamação a Maria José Morgado e ao inspector da PJ, Sérgio Bagulho, se eu fosse a Lisboa”, atirou a testemunha.

Mas Maria José Morgado seria referenciada noutra situação. O advogado de Pinto da Costa, Gil Moreira dos Santos, quis saber se Ana tinha conhecimento do restaurante de uma mulher conhecida por Babá, em Lisboa. Moreira dos Santos estaria a referir-se a um alegado jantar em que Carolina estaria a preparar o seu livro, mas Ana não se virou para essa direcção. “A minha irmã disse que teria lá estado com Maria José Morgado”, começou por dizer Ana Salgado que, perante a insistência de Moreira dos Santos, mudou o discurso: “Esteve lá com Leonor Pinhão, antes do lançamento do livro.”

Entre várias achegas à irmã – imputa-lhe traição a Pinto da Costa quando eram casal, e ainda uma agressão ao ex-companheiro no episódio em que é o dirigente portista acusado de ofensa à integridade física – Ana diz que as várias mudanças de versão, ao longo dos anos, se deram por ajuda a Carolina: “Menti na esquadra de Canelas, logo após a confusão na casa da Madalena e menti ao procurador-geral adjunto Agostinho Homem para beneficiar a minha irmã.”

José Dantas questionou Ana sobre possíveis ajudas de Pinto da Costa que serviriam de contrapartida para a mudança de rumo das suas declarações. A mesma testemunha desmentiu liminarmente essa hipótese, mas admitiu encontros com o presidente do FC Porto. “Já estive e estarei com ele. Estivemos num almoço e o Jorge Nuno deu prendas às minhas filhas. Quando? Não consigo precisar”, atirou a irmã de Carolina, que vai continuar a ser ouvida no próximo dia 9 de Novembro.

Em contraponto, Ana Salgado ilibou Nuno Santos, que estava acusado de a ter agredido quando a irmã de Carolina estava grávida de três meses. Depois de ter chorado via videoconferência ao recordar os alegados pontapés de Nuno, um pedido de desculpas terá sido o suficiente para Ana Salgado desistir da queixa.

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