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Correio da Manhã

Portugal
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MERGULHO FATAL NO RIO TEJO

O mergulho nas águas do Tejo, frente à praia fluvial do Alamal, no Gavião, Portalegre, revelou-se fatal para Pedro Reis, de 19 anos recém-feitos, domingo ao início da tarde.
6 de Julho de 2004 às 00:00
 As águas do Tejo revelaram-se mais uma vez traiçoeiras
As águas do Tejo revelaram-se mais uma vez traiçoeiras FOTO: Marta Vitorino
O malogrado servente de pedreiro, que também era aspirante a bombeiro na corporação local, tinha ido com o amigo, Nelson Costa, de 20 anos, passear numa das gaivotas que se alugam naquela praia.
A dada altura, segundo testemunhas, os dois jovens saíram da embarcação para um mergulho e, quando deram por isso, o vento tinha arrastado a gaivota para alguma distância. Nelson nadou a recuperar o barco e Pedro foi para a margem. O jovem mais velho ainda viu o mais novo a nadar em direcção a terra, no entanto, este nunca chegou ao seu destino.
"O mais velho ainda pensou que o outro se tivesse escondido, por isso é que demorou cerca de duas horas a ser dado o alarme", disse ao CM fonte da GNR.
As buscas começaram pelas 15h00, feitas por 16 bombeiros, entre os quais mergulhadores, de cinco corporações, apoiados por oito viaturas. O corpo do Pedro só foi descoberto pelas 22h25, sendo depois trasladado para o Hospital de Abrantes, a fim de ser autopsiado.
"É sempre uma perda, de um elemento que faz falta", disse ao nosso jornal o comandante dos Bombeiros Voluntários do Gavião, Joaquim Pereira.
OITO ÓBITOSESTE VERÃO
O número de mortos confirmados nas praias portuguesas, fluviais e marítimas, desde 1 de Junho, ascende a oito, com este caso da praia fluvial do Alamal, no Gavião.
Até dia 30 de Junho, segundo dados divulgados pelo Instituto de Socorro a Náufragos, tinham morrido seis pessoas: uma, por acidente cardíaco em praia vigiada e quatro - duas por afogamento e duas por falha cardíaca - em praias não vigiadas.
No dia 2 de Julho ocorreu uma outra morte, por afogamento, na Praia do Paraíso, na Costa de Caparica, quando um homem de de 30 anos, desobedeceu às indicações do nadador-salvador e aventurou-se mar adentro com bandeira vermelha. Recuperado inconsciente, acabou por falecer.
Os casos de morte por doença súbida, geralmente paragem cardíaca, ocorrem na maioria das vezes devido ao choque de temperaturas, quando indivíduos, com o corpo, muito quente do sol, e que frequentemente já sofrem do coração, entram em contacto repentino com a água, bastante mais fria.
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