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Correio da Manhã

Portugal
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Mergulhou com carro na Ria

Um homem de 34 anos projectou-se ontem, cerca das 03h00, ao volante de um Renault 5, para as águas da Ria Formosa, junto ao cais comercial de Faro.
16 de Maio de 2005 às 00:00
Apesar de o carro ter ficado a cerca de quatro metros de profundidade, o condutor, Joaquim Raposo, conseguiu sair e nadar até à superfície, tendo sido ajudado por um grupo de pescadores desportivos que se encontrava na zona.
Já em terra, desmaiou. Assistido no local por uma equipa do INEM, foi transportado para o Hospital Distrital de Faro, onde esteve sob observação no serviço de urgências até às 17h00 de ontem. Quanto à viatura, foi resgatada cerca de oito horas depois por uma equipa de quatro bombeiros e dois mergulhadores dos Municipais da capital algarvia, que para o efeito utilizaram uma viatura equipada com um guindaste. As operações foram acompanhadas por três elementos da Polícia Marítima.
De acordo com uma testemunha, Joaquim Raposo estacionou o carro cerca das 03h00, tendo-se aproximado de um grupo de pescadores desportivos que se encontrava sobre o cais.
“Parecia estar normal, mas depois de nos cumprimentar disse-nos para nos afastarmos com as canas de pesca, porque tinha um amigo dentro do carro que queria atirar-se para o outro lado do cais”, recorda Cláudia Iria, de 22 anos.
À semelhança dos outros elementos do grupo, a pescadora terá reparado nessa altura que na viatura não se encontrava nenhum outro ocupante, pelo que pensaram tratar-se de uma brincadeira.
O insólito aconteceria escassos segundos depois. Entrou novamente para o Renault 5 – que, segundo apurou o Correio da Manhã, lhe fora emprestado por um familiar – e começou por efectuar algumas manobras perigosas até virar o carro para a Ria Formosa e acelerar a fundo, projectando-se de uma altura de cerca de cinco metros para mergulhar na água. Apesar de a viatura se ter afundado, o condutor conseguiu sair e nadar até à margem.
"NÃO REPITO A PROEZA"
Joaquim Raposo diz que estava “desorientado” quando virou o carro para a Ria Formosa e pisou no acelerador. Por pouco, não perdeu a vida, já que o carro se afundou em poucos minutos, e agora, refeito do susto, garante que não tenciona “repetir a proeza”. Problemas relacionados com a custódia dos seis filhos, com quem mora num pré-fabricado em Faro, terão estado, segundo o próprio, na origem do acidente ocorrido junto ao cais comercial da cidade algarvia. “Quando saltei para a água ouvi um estrondo. Não sei como saí do carro, pois não me lembro de mais nada. Agora só quero ter calma e resolver os meus problemas”, diz ao CM Joaquim Raposo.
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