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Correio da Manhã

Portugal
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Mesquita ouvido oito anos depois

Mesquita Machado só foi ouvido pela Polícia Judiciária do Porto oito anos depois da denúncia do ex-vereador do CDS-PP na Câmara de Braga que dava conta do enriquecimento ilícito do autarca e lançava suspeitas sobre a restante vereação.

4 de Março de 2009 às 00:30
Conselho Superior do Ministério Público vai abrir um inquérito para apurar as circunstâncias do arquivamento do processo
Conselho Superior do Ministério Público vai abrir um inquérito para apurar as circunstâncias do arquivamento do processo FOTO: Sérgio Freitas

O presidente da Autarquia não chegou sequer a ser constituído arguido, nem tão-pouco as restantes testemunhas também inquiridas. Os vereadores da Câmara tão--pouco chegaram a ser confrontados com os elementos recolhidos pela investigação que esteve parada por longos períodos de tempo.

Por exemplo, numa informação de serviço da PJ do Porto, datada de Março de 2007, são explicadas as 'razões para o atraso da investigação' – termos usados no documento a que o CM teve acesso. E a culpa é atribuída ao 'processo dos liquidatários', mas também ao ‘caso Apito Dourado’, 'que exigiu a afectação de toda a brigada'. Em suma, fica claro que o caso de Mesquita Machado ficou para segundo plano e no documento é ainda esclarecido que a investigação começara em 2000 e que a primeira fase terminou apenas três anos depois, altura em que foram fornecidos os últimos dados bancários.

Na altura, a coordenadora da investigação assumia que em Outubro de 2006 a investigação tinha sido retomada e previa a sua conclusão no final de 2007. Mas o prazo foi novamente ultrapassado, tendo sido concluído quase um ano depois.

PORMENORES

APURAR MOTIVOS

O procurador-geral da República quer 'apurar as razões para os longos períodos de ausência de movimentação do processo' de investigação a Mesquita Machado e colaboradores na Câmara de Braga.

POUCOS AVANÇOS

Em Setembro de 2007, uma informação do Ministério Público de Braga ao procurador da República admitia que, 'volvidos que são mais de sete anos, pouco ou mesmo quase nada se fez em termos de investigação'. Sublinhava que 'importava mobilizar meios e redobrar esforços na investigação para mostrar que existia vontade de averiguar' a verdade.

 

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