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Correio da Manhã

Portugal

Metro do Porto ameaçado

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou ontem que travará a construção de novas linhas do Metro do Porto até que seja clara a sustentabilidade do projecto, que já consumiu o triplo das verbas inicialmente previstas.
31 de Julho de 2005 às 00:00
Mário Lino e Valentim Loureiro
Mário Lino e Valentim Loureiro FOTO: Estela Silva/Lusa
Quem não gostou destas palavras foi o presidente da Metro do Porto SA, Valentim Loureiro, apressado a negar qualquer derrapagem financeira. “Isto não é a Casa da Música”, comentou, referindo-se a um edifício que, disse, quintuplicou os custos sem que o projecto tivesse sido modificado.
O major admitiu que os custos do Metro do Porto triplicaram mas frisou que o projecto inicial era “muito mais pequeno”, um elemento omitido por Mário Lino. Valentim Loureiro disse não acreditar que o Governo “seja capaz de pôr em causa tudo aquilo que os seus antecessores fizeram”, travando a expansão da rede de metropolitano ligeiro. Mas Mário Lino não deixou margem para descrença.
“Não avançaremos para novas linhas sem termos as coisas devidamente arrumadas ao nível da sustentabilidade económico-financeira e do enquadramento político e legal do projecto”, afirmou após inaugurar o lanço da Linha Verde, ligando os centros do Porto e da Maia.
O contrato do Metro previa que as linhas da primeira fase terminassem em 2002 e que o investimento realizado fosse de 800 milhões de contos. “Estamos no segundo semestre de 2005, o projecto não acabou e já gastámos 2400 milhões de euros”, notou Mário Lino.
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