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Correio da Manhã

Portugal
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MIGUEL BELEZA ESTUDA NA PRISÃO

Miguel Beleza, preso preventivamente por alegado envolvimento numa rede de tráfico de droga, vai tentar fazer – a partir do Estabelecimento Prisional de Lisboa – alguns exames do terceiro ano do curso de Informática de Gestão, que frequenta.
5 de Julho de 2004 às 00:00
Miguel Beleza Tavares, filho de Leonor Beleza, vice-presidente da Assembleia da República, está já com forças para voltar a estudar enquanto aguarda o desenvolvimento do processo que envolve outros 32 arguidos, afiançou ao Correio do Manhã Hernâni Lacerda, advogado do jovem de 25 anos de idade.
“A vida na cadeia é monótona, mas sinto que o Miguel já ganhou força”, garantiu o causídico.
Numa cela individual e com horários especiais, Miguel Beleza tem consigo algumas revistas que vai pedindo aos familiares e aos advogados que o visitam com bastante frequência.
No entanto, explicou Hernâni Lacerda, tem também alguns livros do curso superior que frequenta e no qual, contou o advogado, vai acabar por ficar atrasado pelas condições psicológicas a que está sujeito no Estabelecimento Prisional de Lisboa.
O advogado do jovem de 25 anos já fez saber o interesse do seu cliente em adiantar “pelo menos algumas cadeiras” e acredita que essa será uma hipótese facilitada pela própria prisão, cujo “objectivo máximo é a reinserção social dos reclusos”.
Hernâni Lacerda sublinhou ainda que o seu cliente “consome apenas haxixe” e que tal “não dá dependência física”, por isso ele não tem tido dificuldades em “concentrar-se e a ganhar forças”.
Outra das paixões de Miguel Beleza é a ginástica e esta actividade tem sido a sua principal distracção. “Já em casa ele tem uma série de máquinas de exercício e na prisão passa a maior parte do tempo a fazer ginástica”, prosseguiu Hernâni Lacerda.
O advogado disse ao nosso jornal que esta semana já vai entregar o recurso da medida de coacção, aplicada a Miguel Beleza pelo Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa após a sua detenção por suposta ligação a uma rede de tráfico de haxixe.
'PARTY' APANHOU HAXIXE
O tráfico de droga na área da Grande Lisboa levou um rude golpe quando, no passado mês de Junho, os elementos da 3.ª esquadra da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa desmantelaram uma alegada rede de tráfico de haxixe e outras drogas, como ecstasy e LSD. Da ‘Operação Party’ resultou a detenção de 33 pessoas, entre os 17 e os 57 anos, e a apreensão de noventa quilos de haxixe, que viajavam dessimulados num jipe que vinha do Algarve para Lisboa. Depois de presentes ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, nove suspeitos ficaram em prisão preventiva, entre os quais Miguel Beleza (encontrado com 16 gramas de haxixe), e aos restantes arguidos foi-lhes aplicada a medida de coacção de termo de Identidade e Residência.
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