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Correio da Manhã

Portugal
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Militar da BT atingiu condutor a tiro

Um militar da Brigada de Trânsito (BT) da GNR de Aveiro que atingiu a tiro um condutor, em Abril de 2003, poderá ter provocado ferimentos a si próprio para justificar o disparo. O caso está a ser julgado no Tribunal de Aveiro e a leitura do acórdão está marcada para dia 23 deste mês.
16 de Maio de 2005 às 00:00
O condutor, um pintor de automóveis de 42 anos, foi abordado por dois militares da BT quando circulava a pé no IP5, no dia 30 de Abril de 2003, depois de o seu carro ter ficado sem gasolina. O que sucedeu a seguir constitui matéria em julgamento. O encontro acabou com o condutor ferido a tiro no ombro esquerdo. Sem qualquer razão, alega a vítima. Em legítima defesa, diz o militar, segundo o qual o condutor o atacou com uma faca, ferindo-o numa perna.
Em declarações ao jornal ‘24horas’, o condutor garante que “não tinha qualquer navalha”. “Nem gosto dessas coisas. Só sei que levei uma coronhada na cabeça e depois um tiro que me perfurou o ombro esquerdo”, contou.
O homem foi então levado ao hospital e depois de sair da sala de exames, segundo diz, ficou “admirado” ao ver o militar da BT a sangrar devido a um corte na perna. A investigação do caso ficou a cargo da Polícia Judiciária de Aveiro que, de acordo com o jornal, terá concluído que o rasgão nas calças do militar não coincide com o corte na perna.
O corte nas pernas, contudo, obrigou o militar a ser suturado com vários pontos e a permanecer de baixa médica.
Enquanto pondera se aceita o acordo que lhe foi proposto pelo advogado do militar da BT – o pagamento de cerca de 2000 mil contos (10 mil euros), o condutor atingido a tiro garante que não guarda “rancor”. A leitura do acórdão deste processo está marcada para dia 23 deste mês no Tribunal de Aveiro.
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