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Correio da Manhã

Portugal
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Militar português ferido na República Centro-Africana sofre amputação das pernas

Homem já chegou a Portugal e vai receber tratamento no Hospital das Forças Armadas. 
14 de Junho de 2019 às 10:15
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Homem já chegou a Portugal e vai receber tratamento no Hospital das Forças Armadas.
O militar português ferido na República Centro-Africana já chegou a Portugal, depois de ter sido amputado às duas pernas.  O avião Falcon da Força Aérea aterrou às 14h14 e o homem foi, de imediato, encaminhado para o Hospital das Forças Armandas, onde chegou cerca das 14h40.

Segundo o comunicado da EMGFA, o militar foi submetido a uma cirurgia "tendo sido verificada a necessidade e efetuada uma amputação bilateral dos membros inferiores".

O homem saiu da República Centro-Africana durante a manhã desta sexta-feira. A informação foi confirmada ao Correio da Manhã pelo Porta-Voz do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

"Os nossos pensamentos e as nossas preces estão com este militar, que já se encontra internado no Hospital das Forças Armadas e, também, com a sua família e amigos", lê-se num comunicado enviado às redações pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

"Enviamos uma palavra de muito apreço e coragem para todos os bravos militares do Exército e da Força Aérea que, de forma abnegada e ao serviço das Nações Unidas, promovem a paz e a ajuda humanitária na República Centro-Africana, protegendo os inocentes e os indefesos", salienta o EMGFA, que assina a mensagem.

O militar português, de 23 anos, ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana (RCA) ficou esta quinta-feira ferido com gravidade devido a um acidente de viação, tendo sofrido um traumatismo grave nas duas pernas. 

O acidente aconteceu enquanto realizavam um trajeto logístico junto à região de Bouar, situada a 350 quilómetros a noroeste da capital do país, quando ocorreu o despiste e capotamento de uma das viaturas táticas ligeiras blindadas HMMWV, vulgarmente conhecidas por "Humvee". 

Ainda são desconhecidas as causas do acidente.

O conflito neste país, com o tamanho da França e uma população que é menos de metade da portuguesa (4,6 milhões), já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.

O Governo controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA), cujo 2.º comandante é o major-general do Exército Marco Serronha.

Portugal integra a MINUSCA, com a 5.ª Força Nacional Destacada (FND), e lidera a Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUMT-RCA), que é comandada pelo brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio.

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