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Correio da Manhã

Portugal
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Militar português morre no Kosovo (ACTUALIZADA)

Um militar português morreu esta terça-feira no Kosovo, na sequência de uma prova de corrida, que servia para avaliar a condição física. Depois de desmaiar, ainda foi encaminhado para o hospital do Exército no local, mas não resistiu.

16 de Março de 2010 às 15:03
Militar português morre no Kosovo (ACTUALIZADA)
Militar português morre no Kosovo (ACTUALIZADA) FOTO: Lusa

A vítima mortal é o primeiro cabo José Luís Madeira Bernardino, de acordo com o Estado-Maior do Exército.

"O militar desfaleceu e perdeu os sentidos. Assistido de imediato pelo enfermeiro e médico do contingente no sentido da sua reanimação o militar teve que ser prontamente evacuado para o hospital militar próximo (Bond Steel), onde viria a falecer", refere o comunicado do Estado maior das Forças Armadas.

De acordo com a nota das Forças Armadas, a família do militar já foi informada da situação estando a ser acompanhada e apoiada por psicólogos do Exército.

"O corpo do militar está no hospital militar de Bond Steel, estando já em curso os procedimentos administrativos e legais para a sua transladação para Portugal", acrescenta o comunicado.

INTEGRAVA CONTINGENTE DE 295 MILITARES

O militar português integrava a Força Nacional Destacada da missão da NATO naquele país, que é constituída atualmente por um total de 295 militares lusos. De acordo com uma nota do Estado Maior Geral das Forças Armadas (EMGFA), a vítima mortal foi o soldado primeiro cabo José Bernardino.

O incidente ocorreu pelas 11h35 locais (10h35, horas de Lisboa) após terminar uma corrida da prova de aptidão física. 

A participação de Portugal na Missão de apoio à Paz no Kosovo é feita através do Batalhão de Infantaria Mecanizado (1ºBIMec) da Brigada Mecanizada, a que pertencia o soldado primeiro cabo José Bernardino. Actualmente, a Força Nacional Destacada da missão da NATO no Kosovo é constituída por 290 militares portugueses, estacionados nos arredores de Pristina, capital do Kosovo, e por cinco elementos no Quartel-General do KFOR, segundo o portal da EMGFA.

A operação militar da NATO no Kosovo (KFOR) conta com cerca de onze mil soldados e tem como missão verificar a retirada das forças sérvias da província e estabelecer a presença internacional, assim como dar cumprimento aos acordos de Rambouillet no sentido de se chegar a uma solução pacífica para o conflito.

Estacionado em Jubilei Barracks, nos arredores de Pristina, o contingente português atua como uma força de reserva e de reação rápida, que está à ordem do comandante da KFOR. A Força de Reação Rápida da KFOR (KTM/KFOR) foi concebida para responder rapidamente às possíveis mudanças da situação de segurança no terreno e é liderada pelo tenente-coronel Lino Loureiro Gonçalves, refere o site da NATO.

Portugal juntou-se à operação terrestre da NATO, integrando a KFOR em julho de 1999, com uma unidade de escalão batalhão (Agrupamento) composta por 300 militares, um Destacamento de Operações Especiais (DOE) e um Destacamento de Controlo Aéreo-Tático (TACP), precisa o EMGFA. A missão genérica do agrupamento português era a de estabelecer uma presença permanente em toda a área de responsabilidade a fim de verificar e, se necessário, impor o acordo com a Jugoslávia para a retirada das suas forças do Kosovo e o acordo de desmilitarização do Exército de Libertação do Kosovo (UÇK).

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