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Correio da Manhã

Portugal
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Militar que transportou filho morto fica sem contrato

A Força Aérea Portuguesa (FAP) determinou a cessação compulsiva do contrato com a militar que alegadamente andou uma semana com o filho morto dentro do carro, anunciou hoje aquela instituição.
17 de Março de 2013 às 18:10

Numa nota, a que a agência Lusa teve acesso, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), general José Pinheiro, explica que, na sequência do processo disciplinar desencadeado em dezembro de 2012, "ficou provada a violação grave de deveres militares" por parte da cabo-adjunto.

O CEMFA acrescenta que "foi aplicada a sanção disciplinar de cessação compulsiva de contrato, tendo a militar passado à disponibilidade em 08 de março de 2013".

A jovem, de 26 anos, encontrava-se, à data dos factos, na fase final do curso de sargentos no Centro de Formação Militar e Técnico da Força Aérea, na Ota.

A FAP determinou a abertura de um processo de averiguações em novembro de 2012, depois de notícias veiculadas pela comunicação social que indicavam que a militar teria dado à luz e transportado o filho recém-nascido morto no interior do carro durante uma semana.

Cerca de um mês mais tarde, o processo de averiguações deu lugar a um processo disciplinar "por existirem indícios de infração de deveres militares", que culminou com o fim do contrato com a ex militar, agora anunciado.

A mulher é suspeita de ter escondido a gravidez e terá confessado às autoridades que o feto nasceu morto, mas que andou com o mesmo na viatura durante alguns dias.

Além da sanção disciplinar aplicada pela Força Aérea Portuguesa, sob a ex militar recai ainda uma investigação criminal.

 

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