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Correio da Manhã

Portugal
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Militar tenta fugir à PSP e colide com dois carros

Um indivíduo, de 23 anos, militar do Exército português, foi, na madrugada de ontem, protagonista de uma fuga, seguida de perseguição policial, que só terminou quando se despistou e embateu em duas viaturas.
28 de Agosto de 2007 às 00:00
Perseguição só terminou na Rua Mouzinho de Albuquerque, quando o militar chocou com dois carros
Perseguição só terminou na Rua Mouzinho de Albuquerque, quando o militar chocou com dois carros FOTO: José Rebelo
Tudo aconteceu cerca das 02h00, na Rua de Souso Aroso, em Matosinhos. O condutor, alcoolizado, residente em Matosinhos estacionou a viatura numa passadeira. Agentes que circulavam num carro-patrulha e que passaram no local estranharam o facto e abordaram o militar. “Recusou identificar-se e encetou de imediato a fuga para não fazer o teste de álcool”, explicou ao CM fonte do Comando Metropolitano do Porto da PSP.
A mesma fonte referiu ainda que a perseguição se manteve durante largos minutos e por várias artérias de Matosinhos. “Desrespeitou várias regras e sinais de trânsito antes do automóvel se ter imobilizado”, disse a fonte.
A perseguição só terminou na Rua Mouzinho de Albuquerque, depois do militar ter embatido em dois carros que se encontravam estacionados. O veículo que conduzia, um Seat Ibiza branco, sofreu avultados danos, que impossibilitaram a continuação da fuga. O condutor acabou, assim, por ser interceptado pelos agentes da PSP, não tendo oferecido qualquer resistência à detenção.
Submetido ao “teste do balão”, o detido acusou a taxa de 2,32 gramas de álcool por litro de sangue. Inibido de conduzir por um período de 12 horas, o indivíduo foi ontem apresentado ao Tribunal de Matosinhos. As fugas de condutores têm sido frequentes nos últimos meses. No passado dia 4 de agosto, na zona do porto de Lisboa, a PSP teve de perseguir vários condutores que se recusaram a parar numa operação. Cinco deles acabaram por ser detidos, todos com taxa crime de álcool no sangue (igual ou superior a 1,20 gr/l).
FUGA TERMINA EM TRAGÉDIA
Em Outubro do ano passado, a GNR de Matosinhos esteve envolvida numa perseguição policial que terminou com uma vítima mortal e um ferido grave. Segundo o que o CM apurou, o inquérito do caso ainda não terminou. Na altura dos acontecimentos, os jovens justificaram a fuga por estarem alcoolizados. Os quatro ocupantes da viatura foram interceptados nas Guardeiras, Maia, por uma patrulha da GNR e não obedeceram à ordem de paragem. A fuga só terminou na Avenida da Boavista, no Porto. Os disparos feitos pelas autoridades atingiram os dois ocupantes do banco traseiro. Um dos jovens acabou por falecer e o outro sofreu ferimentos graves. Contudo, um outro ocupante da viatura afirmou que nenhum deles estava armado, contrariando assim a versão da GNR. Os militares disseram ter visto uma arma no interior da viatura. Não houve troca de tiros e, segundo disseram os militares, a intenção era atingir os pneus do carro e não os seus ocupantes.
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