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Correio da Manhã

Portugal

Militares ouvidos à porta fechada

Os dois militares da GNR que se envolveram numa troca de tiros com o gang do multibanco durante o assalto à ATM do Centro Social de Milheirós de Poiares, Feira, foram ouvidos ontem à porta fechada no Tribunal de Oliveira de Azeméis, depois de terem requerido a exclusão de publicidade.
15 de Dezembro de 2007 às 00:00
Durante duas horas os dois agentes explicaram ao Colectivo que foram alertados por uma chamada e que quando chegaram ao cimo da estrada foram logo recebidos a tiros pelos assaltantes, não tendo outro remédio senão ripostar.
Segundo os militares foram obrigados a responder, protegidos por um carro parado a cerca de 20 metros, reagindo assim à força dos cartuchos com rajadas de metralhadora G3.
Os dois guardas insistiram que não tiveram intenção de alvejar ninguém, mas sim imobilizar a viatura. Garantiram que o primeiro tiro disparado pela G3 foi para o ar e os restantes para os pneus. Segundo os militares o gang tinha dez elementos.
Perante a insistência da defesa, que pretendia saber se teriam sido os tiros da GNR que alvejaram mortalmente os dois assaltantes, o juiz foi obrigado a intervir, lembrando que os dois guardas não estavam a ser julgados.
O processo-crime que correu contra os dois agentes no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto foi arquivado há cerca de dois meses, por não ter sido provado que os dois assaltantes mortos, tenham sido alvejados pelas balas da G3. Mesmo que o fossem, conclui o despacho de arquivamento, seria em “legítima defesa”.
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