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Correio da Manhã

Portugal

Militares disponibilizam camas e hospitais de campanha para receber vítimas de coronavírus

Laboratório Militar poderá fabricar medicamentos.
Sérgio A. Vitorino 4 de Março de 2020 às 12:53
Forças Armadas
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As Forças Armadas estão prontas a disponibilizar de camas nas unidades de saúde militares para receber vítimas do vírus COVID-19. E, no caso de a situação se agravar, admitem avançar com hospitais de campanha para albergar doentes. E o Laboratório Militar poderá fabricar medicamentos, ao mesmo tempo que se oferece "apoio no armazenamento, gestão e distribuição da reserva estratégica de medicamentos e dispositivos médicos", adiantou esta quarta-feira ao CM fonte oficial do Ministério da Defesa.

Trata-se, de acordo com a mesma fonte, de oferecer a pedido da Direção Geral de Saúde "camas para internamento em enfermaria e em cuidados intensivos, nos Polos de Lisboa e do Porto do Hospital das Forças Armadas; disponibilização de camas, na rede de saúde das Forças Armadas em todo o território nacional; e possibilidade de criação de áreas complementares de internamento em instalações de campanha". A pedido das autoridades de Saúde os militares dizem poder oferecer um "reforço da capacidade de diagnóstico laboratorial e na formação em biossegurança" e o "apoio na descontaminação de grandes áreas".

O Ministério da Defesa refere que a Direção de Saúde Militar (DIRSAM), Hospital das Forças Armadas (HFAR) e Centro de Epidemiologia e Intervenção Preventiva (CEIP) têm remetido ao militares recomendações de autoproteção "em linha com as da Direção-Geral de Saúde". "Têm sido difundidas junto dos militares das Forças Nacionais Destacadas [no estrangeiro] e das Unidades Operacionais das Forças Armadas", assegura. "As Forças Armadas estão preparadas com os meios necessários para intervir, com instalações para isolamento, pessoal com treino específico e material para a proteção individual de militares que possam vir a ser identificados como casos suspeitos de infeção com o Covid-19", garante o ministério de João Gomes Cravinho.

As unidades militares e os serviços do ministério estão a tomar medidas preventivas como "a desinfeção diária dos locais e superfícies de elevado manuseamento, como maçanetas de portas, bem como a existência de material de desinfeção e de um local de isolamento devidamente equipado". "Existem também procedimentos de atuação perante eventuais situações de trabalhadores suspeitos de contágio, sendo esta informação distribuída aos colaboradores através de comunicação interna", esclarece a Defesa, que afirma estar ainda a "ultimar" o plano de contingência que, no dia 2, foi exigido a todos os empregadores públicos.

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