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Correio da Manhã

Portugal
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MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA DONA ESTEFÂNIA

O Ministério Público está a investigar um possível caso de gestão danosa ocorrido no Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, entre os anos de 1995 e 1999, que envolve quatro médicos, três gestores e uma enfermeira-directora, alvos de processos disciplinares instaurados, entretanto, pela Inspecção-Geral de Saúde.
18 de Novembro de 2003 às 09:15
MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA DONA ESTEFÂNIA
MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA DONA ESTEFÂNIA
De acordo com o que revela a edição desta terça-feira do jornal “Diário de Notícias”, em causa estão 4.2 milhões de euros que ficaram por cobrar respeitantes a serviços prestados pelo hospital, no período em referência, a particulares e/ou subsistemas de saúde, sendo que a maior parte das facturas por cobrar já prescreveu.
Uma fonte do Ministério da Saúde contactada pelo “DN”, garantiu que os indícios de gestão danosa detectados no Hospital de Dona Estefânia são graves, atendendo a que durante os quatro anos referenciados não se registou uma actuação efectiva de controlo dos serviços de facturação desta unidade hospitalar para tentar cobrar os valores em causa.
A suspeita de gestão danosa e os resultados do inquérito realizado pela Inspecção Geral de Saúde foram comunicados ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, que estão agora a investigar o caso, que a tutela pretende levar até às últimas consequências em ternos de responsabilidade institucional a nível de gestão, noticia o “DN”.
Ainda segundo o diário, dos oito responsáveis envolvidos neste caso, quatro médicos, na altura dos factos directores e directores-clínicos, três administradores delegados e uma enferneira-directora, quatro estão actualmente aposentados, um mantém funções na Segurança Social e outro numa empresa privada, sendo que apenas um continua nos quadros do hospital.
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