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Correio da Manhã

Portugal
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Ministério Público pede perda de mandatos de autarcas acusados de corrupção

Álvaro Amaro e o ex-vice, Luís Tadeu, são arguidos.
Paula Gonçalves 23 de Maio de 2020 às 10:13
Álvaro Amaro, ex-presidente das câmaras de Gouveia e da Guarda
Álvaro Amaro, ex-presidente das câmaras de Gouveia e da Guarda FOTO: Sérgio Lemos
Álvaro Amaro, ex-presidente das câmaras de Gouveia e da Guarda, é um dos arguidos no processo relativo à adjudicação de contratos de parcerias público-privadas para a construção de equipamentos que o Ministério Público MP) quer ver condenados a perda de mandato dos cargos políticos que exerçam. O eurodeputado do PSD está acusado de prevaricação de titular de cargo político, tal como o seu ex-vice-presidente na autarquia de Gouveia, Luís Tadeu, para quem o MP também pede a perda de mandato.

No processo, investigado pela PJ do Centro, o MP acusa ainda outros autarcas do Centro do País e os representantes da empresa de construção MRG (Manuel Rodrigues Gouveia). É o caso de Júlio Sarmento, ex-autarca de Trancoso, indiciado por corrupção passiva, prevaricação, participação económica em negócio e branqueamento, que o MP acusa de ter "recebido vantagens indevidas no valor de 560 mil euros, dissimuladas através de familiares".

Os municípios de Alcobaça e Sabugal estão também envolvidos no processo, em que é imputada a adjudicação das parcerias e contratos "em conluio" entre os titulares de cargos políticos e os representantes da empresa, acusada de obter avultados lucros quando, em alguns casos, as obras não foram concretizadas. Os factos ocorreram entre 2007 e 2011, tendo a investigação apurado vantagens ilícitas superiores a quatro milhões de euros, que o MP reclama agora que sejam declaradas perdidas a favor do Estado.
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