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Correio da Manhã

Portugal
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Ministério Público acusa quatro de tráfico de droga

Vendiam estupefacientes na Marinha Grande, Ourém e Leiria.
30 de Outubro de 2014 às 11:34
A ONU considera "provável" que se verifique um aumento do tráfico de droga
A ONU considera 'provável' que se verifique um aumento do tráfico de droga FOTO: Luís Forra/Lusa

O Ministério Público acusou do crime de tráfico de estupefacientes quatro pessoas que seriam responsáveis pela venda a consumidores da Marinha Grande, Ourém e Leiria, no âmbito de um processo em que foram apreendidos 3,8 quilos de haxixe.

Dois arguidos, uma mulher de 23 anos, desempregada, e um homem de 40 anos, comerciante, que viviam em Amor, no concelho de Leiria, estão detidos preventivamente.

Segundo o Ministério Público (MP), este casal dedicava-se em exclusivo, pelo menos desde janeiro de 2013 até março deste ano, quando foi detido pela GNR, à venda a retalho, diretamente a consumidores daqueles concelhos, de haxixe e cocaína a preço muito superior à sua aquisição, mas também a traficantes que depois revendiam.

O MP refere que ambos os arguidos, aos quais não é conhecida outra atividade para além da compra e venda de haxixe e cocaína, tinham a função de gerir todo este negócio.

Quando foram detidos, a 19 de março, os suspeitos tinham na residência, num anexo desta e numa viatura, um total de 3,8 quilos de haxixe, além de outros artigos alegadamente relacionados com o crime.

Venda a retalho

Aos outros dois arguidos, homens de 36 e 45 anos, ambos desempregados, um residente em Amor e outro na Carreira, também no concelho de Leiria, o MP sustenta igualmente que se dedicavam em exclusivo à venda a retalho de cocaína e heroína diretamente a consumidores, a preço muito superior à sua aquisição.

Para o MP, estes acusados faziam-no pelo menos desde junho de 2013 até fevereiro último, sendo que ao mais velho caberia a coordenação de todo o negócio, mas também "vendia no interior da sua residência", enquanto o outro teria a responsabilidade de vender diretamente aos consumidores os pacotes de heroína e cocaína, assim como frascos de metadona.

No despacho de acusação lê-se que estes dois arguidos encontravam-se diariamente pelo menos três vezes para a entrega, por cada vez e em média, de uma grama de cocaína e 3,2 de heroína, tendo "uma margem de lucro diário de cerca de 1.200 euros".

A todos os acusados, que o MP descreve como consumidores de estupefacientes, o documento adianta que, com a venda da droga, obtiveram contrapartidas económicas correspondentes ao "lucro fácil da revenda com elevadas mais-valias", fazendo deste comércio o seu modo de vida.

Quase 40 pessoas estão arroladas como testemunhas de acusação, sendo que os arguidos incorrem numa pena de prisão de quatro a 12 anos.

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