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Correio da Manhã

Portugal
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Ministra da Educação acusa sindicatos

Para Maria de Lurdes Rodrigues a greve nacional desta quarta-feira dos professores do Ensino Básico e Secundário terá consequências prejudiciais para os alunos que vão entrar agora na fase de exames. A ministra da Educação acusa os sindicatos de se regerem por "interesses partidários".
14 de Junho de 2006 às 15:58
“Há sindicatos capturados por partidos e que têm uma agenda que não é a da educação”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues no final do Conselho de Ministros referindo-se em concreto à Federação Nacional dos Professores (Fenprof), no dia em que se cumpre a terceira greve dos docentes desde que o Executivo socialista iniciou funções.
A ministra da tutela disse ter feito nesta reunião um ponto da situação ao nível da preparação do próximo ano lectivo, da extensão das actividades de substituição ao Ensino Secundário e da revisão do Estatuto da Carreira do Docente.
De acordo com os sindicatos dos professores a adesão à greve em diversas zonas do País situa-se entre os 70 e 80 por cento. Maria de Lurdes Rodrigues desvalorizou, todavia, os índices apresentados, frisando que “o importante é discutir os feitos da paralisação para os outros professores que não fazem greve e para os alunos”.
Recorde-se que na base da paralisação de hoje está a possibilidade de os pais avaliarem os professores e a imposição de quotas para a progressão na carreira medidas propostas pelo Ministério da Educação. Ontem, a Fenprof ameaçou recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos caso o Governo mantenha a intenção de integrar no quadro de supra-numerários os professores incapacitados por doença.
“As mudanças em causa podem causar insatisfação e inseguranças, mas queremos valorizar a função da docência no acto de dar aulas, reconhecendo e recompensando os bons desempenhos”, defendeu a ministra.
FENPROF DEFENDE "AGENDA POLÍTICA CLARA"
"Desde a sua fundação, que a Fenprof tem uma agenda política clara, que é construir uma escola pública de qualidade para todos os portugueses e construir uma profissão docente com dignidade. Esta é uma agenda política, não tem qualquer natureza partidária", afirmou António Avelãs, presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL). "Gostávamos que a ministra estivesse connosco nesta agenda, mas pelos vistos não está", acrescentou.
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