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Correio da Manhã

Portugal
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Ministra da Saúde diz que não há falta de médicos nos hospitais de Coimbra e Algarve

Marta Temido admite que poderá haver necessidade de rever as escalas e as formas de organização.
Lusa 6 de Dezembro de 2019 às 17:01
Marta Temido, Ministra da Saúde
Marta Temido, atual Ministra da Saúde
Marta Temido, Ministra da Saúde
Marta Temido, atual Ministra da Saúde
Marta Temido, Ministra da Saúde
Marta Temido, atual Ministra da Saúde
A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou esta sexta-feira que não há falta de médicos nos centros hospitalares universitários do Algarve e de Coimbra, admitindo que poderá haver necessário rever escalas e formas de organização.

"Não me parece que haja falta de médicos no Centro Hospitalar e Universitário do Algarve nem nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Os números são públicos sobre aquilo que são os profissionais de saúde que existem no Serviço Nacional de Saúde e concretamente nesses hospitais", referiu, em reação a informações sobre riscos de falência das urgências daqueles hospitais.

Vinte médicos especialistas em medicina interna enviaram uma declaração de responsabilidade à Ordem dos Médicos face à "escassez" das equipas nas urgências dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), anunciou na quarta-feira aquela associação profissional.

Na quinta-feira, chefes de equipa de Cirurgia do Hospital de Faro informaram que estão indisponíveis para fazer urgências a partir de 01 de janeiro.

"Provavelmente, é necessário rever escalas, rever formas de organização", disse esta sexta-feira a ministra da Saúde.

Marta Temido acrescentou que, no caso do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, as escalas deste mês "estão completas" e que, se for necessário e as equipas internas sentirem incapacidade de fazer mais trabalho extraordinário, há equipas alternativas.

"Não são as desejáveis, são o recurso a prestadores de serviços, mas a nós cumpre-nos em primeira mão responder às necessidades assistenciais da população", referiu.

Sublinhou que o Governo está a acompanhar estas situações com a "maior atenção" e em conjunto com os conselhos de administração.

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