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Correio da Manhã

Portugal
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MINISTRO DEFENDE CONCENTRAÇÃO DE ESCOLAS

O ministro da Educação, David Justino, inaugurou ontem o centro escolar de Alfândega da Fé, que apontou como um exemplo a seguir para combater o problema das escolas com poucos alunos.
17 de Setembro de 2002 às 21:59
"Este é o caminho a seguir no Interior do País", afirmou o ministro da Educação depois de ter visitado as salas de aulas do centro escolar que concentra nesta vila do Nordeste Transmontano cerca de 120 crianças da sede de concelho e das escolas desactivadas em onze aldeias.

Algumas destas crianças fizeram os primeiros anos da escola sozinhas ou com apenas dois ou três colegas e disseram ao ministro da Educação que o que mais lhes agrada na nova escola é terem "amigos ao lado".

David Justino considerou a iniciativa da Câmara de Alfândega da Fé como "pioneira e, sobretudo, um exemplo a seguir" "Não temos o direito de andar a sacrificar as crianças a possíveis tradições. É o futuro e a felicidade das crianças que estão em causa", considerou, "mesmo havendo alguma resistência" por parte dos pais, como aconteceu em Alfândega da Fé.

O anúncio da concentração das escolas na sede de concelho foi seguido de um abaixo-assinado subscrito pelos progenitores das crianças que frequentavam os estabelecimentos desactivados.

Reclamavam contra as deslocações a que as crianças iam ser sujeitas e temiam que o centro escolar não oferecesse as condições necessárias.

O centro abriu segunda-feira sem protestos e nem o ministro da Educação foi confrontado com qualquer reparo ou manifestações de professores idênticas às que têm ocorrido nos últimos dias em diversos pontos do País.

"Não há nenhum pai que goste de ver o seu filho encafuado numa escola sem condições que, depois de ver isto (o centro), não admita que é melhor", considerou David Justino.
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