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Correio da Manhã

Portugal
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Ministro tem família em megaperfumaria

O ministro da Saúde confirmou ao CM ter laços familiares com os proprietários das lojas ‘Perfumes e Companhia’, uma das maiores empresas do sector no País. Isto depois de em entrevista à SIC, anteontem, Correia de Campos se ter mostrado admirado com o facto das notícias sobre a venda livre de medicamentos ignorarem permanentemente as perfumarias, e se centrarem exclusivamente nos hipermercados e gasolineiras.
19 de Agosto de 2005 às 00:00
Sobrinho de Correia de Campos é marido da dona da cadeia ‘Perfumes e Companhia’ e ambos são farmacêuticos
Sobrinho de Correia de Campos é marido da dona da cadeia ‘Perfumes e Companhia’ e ambos são farmacêuticos FOTO: Sofia Costa
“O ministro não tem relações familiares na ‘Perfumes e Companhia’. Há apenas um sobrinho por afinidade que é casado com uma senhora que é proprietária da ‘Perfumes e Companhia’, confirmou ao CM Correia de Campos, através de um assessor.
O mesmo porta-voz adiantou ainda que tanto Raquel Barreiros Faria, a empresária da cadeia de lojas, como o sobrinho do ministro “são ambos farmacêuticos.”
Questionado ainda sobre se se confirma que também tem familiares noutra grande empresa de perfumaria e cosméticos – a ‘Quinta Essência’ – o assessor de Correia de Campos é peremptório no afastar dessas possíveis ligações: “o ministro nem sabe o que é a ‘Quinta Essência’”.
Na quarta-feira, em directo no ‘Jornal da Noite’ da Sic, o ministro da Saúde estranhou o desinteresse jornalístico pelo sector das perfumarias para a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica: “Não percebo por que é que a Comunicação Social se centrou sobre os supermercados ou sobre as bombas de gasolina, quando há perfumarias, há lojas de conveniência [que apenas existem nas gasolineiras], há sítios que parecem perfeitamente organizados como locais de venda de medicamentos desse tipo”.
O gabinete do ministro recorda que não é novidade que os medicamentos possam ser vendidos fora de hipermercados e gasolineiras, já que qualquer actividade económica poderá reunir condições para a venda. A Associação Nacional de Farmácias mantém “um silêncio prudente para não poder ser acusada de procurar pôr entraves a uma medida do Governo” – disse ao CM o porta-voz Luís Paixão Martins.
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