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Correio da Manhã

Portugal
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MIÚDO DESVENDA CRIME

A Polícia Judiciária (PJ) do Porto deteve um jovem de 20 anos suspeito de matar a tiro o padrasto, durante uma discussão familiar ocorrida sábado, em Ameal, Cinfães. Num primeiro momento e “na tentativa de proteger o filho”, a mulher da vítima assumiu-se como culpada e foi detida para interrogatório.
6 de Julho de 2004 às 00:00
No entanto, horas depois, o filho do casal, de seis anos, que assistiu à tragédia, indicou aos vizinhos e às autoridades quem seria o autor do disparo. “Foi o filho de seis anos quem disse às autoridades quem atirou no meu tio”, afirmou ontem Victor Moreira, sobrinho de José António Jesus, “um homem trabalhador, mas muito nervoso”.
Os familiares e vizinhos da vítima mortal dizem que as discussões entre o casal “eram constantes” e “muito violentas”, mas ninguém saberia da existência da arma de fogo.
“Eles discutiam muito, às vezes por pequenas coisas, mas nunca pensei que acontecesse uma coisa destas”, referiu Maria Fernanda de Jesus, irmã da vítima, reclamando por justiça: “Eu quero saber quem matou o meu irmão e, seja quem for, vai ter de pagar por isso”.
O crime , conforme o CM noticiou ontem, ocorreu no sábado à noite, quando José António Jesus, de 42 anos, chegou a casa e discutiu com a mulher e o enteado. Depois de ter partido vários móveis, o homem foi atingido com um tiro de carabina de calibre 14 mm. O suspeito foi ontem presente a Tribunal e aguarda julgamento em prisão preventiva.
PAI FERE FILHOS A TIRO EM DISCUSSÃO
Dois irmãos (uma mulher de 36 anos e um homem de 30) foram feridos, anteontem, pelas 22h30, com dois tiros de caçadeira disparados, presumivelmente, pelo pai, de 70 anos, no seguimento de uma discussão na residência da família, em Agrela, Santo Tirso, informou a GNR. Ao sentir-se ameaçado pelos filhos, o septuagenário amedrontado valeu-se da arma e terá efectuado dois disparos para o chão, na tentativa de manter os filhos à distância. Porém, os chumbos das munições fizeram ricochete e foram atingir a filha no pescoço e o filho numa perna. Transportados pelos bombeiros de Santo Tirso parao hospital local, o homem regressou a casa depois de assistido, enquanto a irmã só hoje deverá ter alta. Detido pela GNR, o septuagenário foi presente a tribunal e ficou a aguardar o julgamento em liberdade. A P J investiga o caso.
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