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Correio da Manhã

Portugal
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MNE português diz na China esperar retoma do voo direto Pequim-Lisboa

Capital Airlines suspendeu, este mês, o voo direto entre Hangzhou, na costa leste da China, e Lisboa.
19 de Outubro de 2018 às 16:35
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, governo
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, governo
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, governo
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse esta sexta-feira, no sul da China, esperar que a companhia aérea chinesa Capital Airlines retome o voo entre Pequim e Lisboa, suspenso este mês, admitindo que a esta se juntem outras ligações.

"Espero que as dificuldades passem e que a ligação aérea possa ser retomada", afirmou Augusto Santos Silva à agência Lusa, em Cantão, terceira maior cidade da China, onde inaugurou esta sexta-feira o consulado português.

A Capital Airlines suspendeu, este mês, o voo direto entre Hangzhou, na costa leste da China, e Lisboa, com paragem em Pequim, lançado a 26 de julho de 2017, com três frequências por semana.

A empresa é uma das subsidiárias do grupo chinês HNA, que enfrenta uma grave crise de liquidez, depois de ter fechado o ano passado com uma dívida de 598 mil milhões de yuan (cerca de 77 mil milhões de euros ao câmbio atual).

Contactada pela Lusa na altura em que anunciou a suspensão do voo, a Capital Airlines recusou detalhar os motivos para a suspensão, referindo apenas "razões operacionais".

Santos Silva lembrou que existe uma "necessidade real" para a ligação, referindo a taxa de ocupação média superior a 80%.

"É a prova de que existe procura e que o voo vem responder a uma necessidade real", disse.

Questionado sobre a possibilidade de uma outra ligação, depois de a Capital Airlines ter pedido autorização às autoridades da China para iniciar um voo direto entre Xi'an, noroeste do país asiático, e Lisboa, Santos Silva mostrou-se favorável, mas sublinhou que a ligação à capital chinesa é "muito importante".

"Não temos nada a objetar, evidentemente, a que haja outras ligações aéreas, e quanto mais melhor, mas a ligação Pequim - Lisboa é muito importante, e esses foram os termos da iniciativa em que resultou o lançamento do voo", lembrou.

"O seu potencial para o turismo e desenvolvimento das relações entre os povos [português e chinês] são evidentes, e ajudará muito às relações comerciais e de investimento", acrescentou.

Em 2017, o número de chineses que visitaram Portugal cresceu 40,7%, para 256.735. No mesmo período, os turistas chineses gastaram, no total, 130 milhões de euros.

Augusto Santos Silva inaugurou esta sexta-feira o consulado português em Cantão, a capital de Guangdong, a província chinesa mais exportadora e a primeira a beneficiar da política de Reforma e Abertura adotada pela China no final dos anos 1970.

Com quase 110 milhões de habitantes, Guangdong conta com três das seis Zonas Económicas Especiais da China - Shenzhen, Shantou e Zhuhai.

Trata-se do terceiro consulado de Portugal no continente chinês, depois de Pequim e Xangai, e terá como área de jurisdição as províncias de Guangdong, Hainan, Hunan, Fujian e a Região Autónoma de Guangxi.

Segunda maior economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, a China tornou-se, nos últimos anos, um dos principais investidores em Portugal, comprando participações em grandes empresas das áreas da energia, seguros, saúde e banca, enquanto centenas de particulares chineses compraram casa em Portugal à boleia dos vistos 'gold'.

Há treze anos que Portugal não inaugurava uma representação diplomática na China.
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