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Correio da Manhã

Portugal
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MONÇÃO ABRE NOVA BIBLIOTECA PÚBLICA

O ministro da Cultura, Pedro Roseta, é hoje o convidado de honra da Câmara de Monção para a inauguração da nova biblioteca municipal. Trata-se de um edifício com 600 metros quadrados de área coberta, desenvolvido a partir da antiga escola primária da vila, que custou 1,2 milhões de euros (cerca de 250 mil contos) e que tem ao dispor do público uma colecção de 25 mil livros.
12 de Março de 2003 às 00:00
O equipamento está dividido em duas áreas: uma de serviço interno, que compreende gabinetes de trabalho, áreas de manutenção e depósito de documentos, e outra de serviço ao público, em que se destacam a recepção, a secção de audiovisual, área de computadores com acesso à internet, espaço infantil, com sala de conto, e ainda um auditório para a realização de conferências, seminários e encontros com escritores.

O equipamento, que vem substituir a biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian, que funcionava na Casa do Curro com enormes dificuldades de espaço, será complementado por uma ‘biblioteca rural’, ou seja, uma carrinha que circulará pelas 33 freguesias do concelho, levando obras a quem estiver interessado.

“Era realmente um equipamento que ansiávamos há largos anos e de que necessitávamos muito. Por isso, agora, Monção está em festa”, salientou ao CM o presidente da Câmara, José Emílio Moreira.

Entretanto, em meados deste ano, devem arrancar as obras para a instalação do arquivo municipal, cujo investimento está avaliado em 750 mil euros.
O arquivo vai ser instalado no antigo Grémio da Lavoura, um imóvel do século XVII, que a Câmara já adquiriu e que se encontra em adiantada fase de degradação.
“A recuperação deste imóvel, no Largo João de Deus, significa o início da reabilitação da zona medieval da vila”, sublinhou o autarca.

Entre outros documentos de elevado valor, o arquivo de Monção acolhe o foral do concelho, datado do século XIII, e as actas camarárias desde o século XVI até hoje.

ALVARINHO E TERMAS

Monção define-se como uma Vila Termal e Berço do Alvarinho. E é esta simbiose, composta pelas águas minero-medicinais das termas e pelo vinho mais singular do mundo, o alvarinho, que faz de Monção uma terra tão particular. Mas há ainda a lampreia, esse ciclóstomo rebelde, que depois de muita água batida se transforma num petisco divinal, e toda a gastronomia típica da raia minhota. O autarca Emílio Moreira costuma dizer que “águas das termas, por fora, e lampreia e alvarinho de Monção, por dentro, curam qualquer doença”.
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