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Correio da Manhã

Portugal
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Monges de Cister podem regressar a Portugal

Os monges da Ordem de Cister devem regressar em breve a Portugal, 172 anos depois de terem sido expulsos do nosso país, a par das restantes ordens religiosas.
20 de Janeiro de 2006 às 00:00
Os monges de Cister podem fixar-se na Guarda
Os monges de Cister podem fixar-se na Guarda FOTO: DR
Depois dos contactos com a arquidiocese de Braga, para a instalação dos ‘monges brancos’ nos quartéis do Santuário de Nossa Senhora da Abadia, em Amares, é agora a diocese da Guarda que revela a existência de “conversações já muito adiantadas” com a Comunidade de Sobrado, na Galiza, para que os discípulos de S. Bernardo de Claraval regressem à Beira Interior.
“Aguardo, a todo o momento, que os monges de Cister nos digam que escolheram um local na diocese da Guarda para reiniciar o seu ministério”, disse D. Manuel Felício, bispo da Guarda, acrescentando: “Todos os dias rezo para que Deus nos mande os monges de Cister”.
Sendo certo que o ideal para fundar um mosteiro é um grupo de 12, D. Manuel Felício diz que “se vieram três ou quatro já será um grande bem para a diocese”.
O local para a sua instalação, está ainda em estudo, mas a cidade da Guarda está fora de questão. Isto porque continua a ser válida a regra segundo a qual “os beneditinos gostam dos montes, os franciscanos das aldeias, os jesuítas da cidade e os cistercienses dos vales”.
O Bispo da Guarda diz que “a diocese tem muitos lugares com óptimas condições para os monges se instalarem”.
700 ANOS DE HISTÓRIA
S. JOÃO DE TAROUCA
O convento de S. João de Tarouca foi, no séc. XII, a primeira casa conventual em Portugal a adoptar a Regra da Ordem de Cister. A sua filiação, a Claraval, foi em 1140. A Igreja foi sagrada pelo arcebispo de Braga D. João Peculiar.
SEDE EM ALCOBAÇA
Alcobaça foi, ao longo de quase sete séculos, a casa mãe dos cistercienses em Portugal. Aos monges deve-se uma autêntica revolução agrícola, assim como a plantação dos pomares de Alcobaça e a introdução da laranja em Bouro, Amares.
VINTE MOSTEIROS
Quando foi expulsa, em 1834, a Ordem tinha mais de 20 mosteiros. Ao longo de quase sete séculos, foi a maior comunidade monástica do País (chegou a ter sete mil monges) e a que mais fez pelo seu desenvolvimento cultural e económico.
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