Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
9

Monóxido de carbono intoxicou criança

O curto-circuito no aquecedor ligado durante a noite numa casa, em Guimarães, libertou monóxido de carbono, tendo intoxicado toda a família. Os pais e quatro filhos foram inalando o fumo proveniente das chamas que consumiam um móvel e quando deram pelo perigo, pouco puderam fazer. Uma das filhas, de 12 anos, ainda continua internada no Hospital de São João (Porto) e os seus familiares tiveram alta ontem.
18 de Novembro de 2007 às 00:00
Rés-do-chão da casa, em Guimarães, calcinado com o fumo provocado pelo curto-circuito do aquecedor
Rés-do-chão da casa, em Guimarães, calcinado com o fumo provocado pelo curto-circuito do aquecedor FOTO: Sérgio Freitas
Susana Isabel da Silva Fernandes encontra-se na Unidade de Cuidados Intensivos, naquele hospital portuense, e o seu estado é grave. O prognóstico mantinha-se ontem reservado.
O acidente ocorreu pouco depois das quatro horas da madrugada. Na ocasião, o aquecedor estava ligado e provocou um curto-circuito. O incêndio teve início num móvel mais próximo do termoventilador e foi o suficiente para causar o pânico na família, apesar das chamas terem sido circunscritas de imediato, pelos Bombeiros de Guimarães, com sete voluntários e três viaturas, além da equipa de emergência do INEM.
Enquanto uns saíam pelo próprio pé, outros tiveram de ser evacuados da casa, um rés-do-chão, na Rua das Eiras, em Creixomil, Guimarães.
Ao final da tarde, a médica Glória Alves, chefe de equipa do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar do Alto Ave (Guimarães), informou que tiveram alta durante a manhã a mãe, de 33 anos, e um filho de 16 anos. O pai, de 31 anos, e duas filhas, de 14 e dois anos, só tiveram alta à tarde.
VIZINHOS NÃO SE APERCEBERAM
Os vizinhos não se aperceberam do incêndio porque estavam a dormir e apenas um homem que reside no primeiro andar ouviu o ruído de um móvel a ser arrastado e o choro de uma criança. Domingos Ribeiro, ao certo, recorda-se de “por volta das quatro horas ter ouvido barulhos de arrastarem um móvel e parece-me que também o choro de um miúdo, mas não me apercebi de nada de anormal e voltei a adormecer”. Só de manhã é que soube do incêndio e afirma “lamentar não ter dado conta”. “Se me apercebesse, teria ajudado logo a socorrer as pessoas”.
À semana estão na casa sinistrada o casal e a filha mais nova, de dois anos. No fim-de-semana juntam-se os três filhos, de 16, 14 e 12 anos.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)