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Correio da Manhã

Portugal
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‘Monstro arquitetónico’ no Hospital da Marinha

Reunidas 560 assinaturas entre moradores da zona de Santa Clara, em Lisboa.
João Saramago 10 de Novembro de 2018 às 06:00
Hospital da Marinha foi arrematado em hasta pública em 2016
Hospital da Marinha foi arrematado em hasta pública em 2016
Hospital da Marinha foi arrematado em hasta pública em 2016
Hospital da Marinha foi arrematado em hasta pública em 2016
Hospital da Marinha foi arrematado em hasta pública em 2016
Hospital da Marinha foi arrematado em hasta pública em 2016
Hospital da Marinha foi arrematado em hasta pública em 2016
Hospital da Marinha foi arrematado em hasta pública em 2016
Hospital da Marinha foi arrematado em hasta pública em 2016
No que classificam de ‘monstro arquitetónico’, os moradores da zona de Santa Clara, em Lisboa, contestam através de uma petição pública a reabilitação do Hospital da Marinha, onde está prevista a construção de apartamentos.

Os residentes reclamam: "Não à construção de prédios novos que vão descaracterizar o bairro de Alfama/São Vicente!". A ação conta com 560 assinaturas.

Catherine Morisseau, francesa a viver há 20 anos na zona, alega que a vista desde o Panteão Nacional será "largamente afetada", assim como a vista desde a zona ribeirinha. "Dado o número de habitações que este projeto prevê, o aumento de tráfego que será gerado tornará ainda mais caótica a circulação numa zona que já de si é difícil", acrescentou.

"As únicas operações urbanísticas que devem ser consentidas têm de ser operações de reabilitação do que existe e não se deve permitir novas edificações", defendeu Catherine Morisseau.

Geoffroy e Arthur Moreno, os irmãos franceses donos da Stone Capital, arremataram por quase 18 milhões de euros, em 2016, o antigo Hospital da Marinha, numa hasta pública promovida pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças.

A Stone Capital avançou que as obras irão iniciar-se logo que a licença de construção seja emitida e alvará posto a pagamento, o que se prevê, "provavelmente em 2019", segundo a agência Lusa.

No projeto do arquiteto Samuel Torres de Carvalho, "as obras terão um prazo estimado de três anos", avançou a mesma fonte. O imóvel terá uma componente habitacional, turística e de comércio.
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