Moradora vive ao lado de cemitério: "Qualquer dia ainda entra um funeral aqui em casa"

Habitante de Amares contra alargamento do cemitério. Moradia tem agora vista direta para campas.
Por Fátima Vilaça|17.03.19
As traseiras do cemitério de Bico, em Amares, estão, há mês e meio, ‘abertas’ para a casa de Rosa Fernandes. O muro de delimitação foi demolido para o alargamento que a moradora contesta. Rosa Fernandes garante que a Junta de Freguesia de Bico não cumpre a lei do afastamento obrigatório de dez metros das habitações e já deu entrada com um processo em tribunal. Quer travar o avanço da obra. Mas até que haja decisão, Rosa e a família são forçados a olhar para campas e jazigos sempre que saem às varandas. A Junta garante que está tudo legal.

"Há mês e meio que não faço mais nada se não chorar. Estou revoltada. Vivo aqui há 25 anos e fui informada pela imprensa local do alargamento do cemitério. Um alargamento que praticamente entra pelas portas da minha casa e nem tiveram a decência de falar comigo", conta.

Rosa Fernandes não se conforma com a decisão da Junta. Diz que, além de ter tido uma "atitude prepotente" com os confrontantes, a autarquia está a agir contra a lei. "Se não deixarem os dez metros a que são obrigados por lei, qualquer dia estou a almoçar ou a jantar no terraço com a minha família e tenho um funeral a entrar-me em casa", desabafa.

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