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Correio da Manhã

Portugal
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Mordido recusa-se a pagar 106 euros

A mãe de um rapaz de 14 anos que foi mordido por um cão vadio numa rua de Elvas ficou indignada quando, após a consulta nas urgências do hospital da cidade, um funcionário do serviço lhe disse que teria de pagar 106 euros por uma simples desinfecção.
7 de Setembro de 2007 às 00:00
 Amélia Cunha, mãe do jovem Ruben Félix, denunciou o caso à polícia de Elvas
Amélia Cunha, mãe do jovem Ruben Félix, denunciou o caso à polícia de Elvas FOTO: Elvaspress
“O homem informou que se fosse mordido por um cão com dono seria este a pagar a despesa. Como o animal é vadio, teria que ser a vítima a pagar a taxa de 106 euros. Não paguei este valor e, a conselho do mesmo funcionário, acabei por chamar a polícia para tentar resolver a situação com a identificação do cão ou do seu responsável”, referiu Amélia Cunha.
Contactada pelo CM, fonte do hospital disse que terá havido um “lapso” na informação prestada à queixosa e que a mesma só irá pagar a taxa moderadora de 7,50 euros, uma vez que apresentou o número pessoal do Serviço Nacional de Saúde. A taxa de 106 euros está regulamentada na Portaria n.º 567/2007, de 12 de Junho, e contempla procedimentos e meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica realizados durante o episódio de urgência. Segundo a mesma fonte, é cobrada quando o utente não possui cartão de saúde português ou europeu ou o certificado provisório.
Apesar do esclarecimento, Amélia Cunha pondera recorrer ao Livro de Reclamações. “É que depois de ter ido às urgências telefonaram para o meu marido a dizer que fosse à PSP buscar um comprovativo de que o cão é vadio para entregar no hospital. Com o documento só pagaria a taxa moderadora”, disse.
A vítima, Ruben Félix, foi mordido pelas 21h00 do dia 29 de Agosto. “Apresentava ferimentos ligeiros e, como tinha a vacinação completa, teve alta”, disse ao CM fonte do Hospital de Elvas.
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