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Correio da Manhã

Portugal
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MORRERAM NA CAMA

Um casal foi encontrado ontem de manhã morto dentro de um barracão de uma quinta agrícola situada entre Repeses e Vila Chã de Sá, nos arredores de Viseu, numa zona que é conhecida por ser frequentada por prostitutas e toxicodependentes.
9 de Março de 2004 às 00:58
Tudo aponta que o casal terá falecido devido à inalação de monóxido de carbono provocado por um gerador de corrente eléctrica alimentado a gasolina. A PSP de Viseu e a Polícia Judiciária estão a investigar o caso. As duas vítimas, ela identificada como prostituta e ele um suposto cliente ou companheiro, foram encontrados por dois trabalhadores de construção civil que às 08h30 de ontem se deslocaram ao local para carregar areia.
Ao aperceberem-se de que estava tudo fechado, os dois operários entraram no barracão, que servia de habitação e lugar onde a prostituta recebia os clientes, e encontraram as duas pessoas mortas na cama.
Segundo apurou o CM, a mulher tinha 30 anos era natural de Serrazes, São Pedro do Sul, enquanto que o homem, cuja identidade ainda ontem era desconhecida, aparentava ter entre 45 e 50 anos.
Simões de Almeida, comandante da PSP de Viseu, que acompanhou as investigações, salientou que, “para já”, tudo aponta que se tenha tratado de um acidente doméstico.
“Tudo indica que foi um acidente. As vítimas inalaram monóxido de carbono provocado por um gerador a gasolina. A mulher dedicava-se à prostituição e ele, supostamente, era um cliente. Pela posição dos corpos e pelos vestígios encontrados no local não há suspeitas de homicídio mas o caso está a ser investigado”, concluiu o oficial.
MOVIMENTO DE PROSTITUTAS
O barracão onde foram encontrados os dois cadáveres fica situado na Quinta da Barroca Alta, entre as localidades de Repeses e Vila Chã de Sá, a 500 metros da Estrada Nacional n.º2, via que liga a cidade de Viseu ao IP3, numa zona muito frequentada por prostitutas. Segundo informações da PSP o barracão, que ainda está em construção e só tem um piso, foi alugado pela proprietária, que reside no Porto, a um casal ligado à prostituição. Dezenas de populares, movidos pela curiosidade e pelo aparato policial, deslocaram-se ontem à quinta para se aperceberem do que se passava e foram unânimes em confirmar que na zona “há muito movimento de prostitutas”. “Só não vê quem não quer. Aqui há mulheres de todas as idades e nacionalidades é um corrupio de carros a parar”, afirmou um homem que não se quis identificar.
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