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Correio da Manhã

Portugal
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MORREU A FAZER O QUE MAIS GOSTAVA

O caçador residente em Ribeira Alta, Coimbra, desaparecido desde domingo perto de Pinhel, foi encontrado morto ontem de manhã, no fundo de um poço, próximo de Santa Eulália.
9 de Novembro de 2004 às 00:08
“Morreu a fazer aquilo que mais gostava”, disse ao Correio da Manhã Rosário Pita, cunhada do caçador, que deu voz à revolta da família, por o poço estar encoberto por mato e não ter qualquer protecção: “Agora que lá morreu uma pessoa é que, se calhar, se vão preocupar em tapar o buraco”.
As buscas para encontrar Fernando Romeiro, de 42 anos, afinador de máquinas, iniciaram-se no domingo, mas só ontem de manhã é que o corpo foi encontrado, num poço com seis metros de profundidade, perto de minas de urânio desactivadas. A arma deixada junto ao poço despertou a atenção dos bombeiros, que logo depois “viram o boné e a peça de caça ao cimo da água e perceberam que tinha caído”, explicou Rosário Pita.
Os arranhões nas mãos deixavam perceber que a vítima se terá tentado agarrar às silvas, depois de se ter aproximado do buraco para apanhar a peça de caça e ter escorregado. Como não foi capaz de se segurar ao mato, caiu na água, morrendo afogado, pois, segundo a família, “não sabia nadar”.
Fernando Romeiro saiu com seis amigos”, com quem, como recordou o pai, Joaquim Romeiro, “caçava há muitos anos e costumava ir, na época dos tordos, quase todos os fins-de-semana”.
A família garante que o caçador era “doido por tordos” e conhecia “muito bem a zona”, motivo pelo qual é difícil compreender o que se passou. Visto como um “homem esperto e atento”, não perdia uma oportunidade para caçar, o que lhe permitia “conviver e divertir-se com os amigos, de quem tanto gostava”.
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