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Correio da Manhã

Portugal
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Morta na cama

Um telefonema anónimo para a GNR de Oliveira do Bairro, a meio da tarde de ontem, despoletou a descoberta de um crime, na localidade de Silveira, que ao que tudo indica terá sido praticado por um indivíduo de 35 anos, o único filho da vítima. Olinda Granjeia, de 81 anos, foi encontrada sem vida, na cama de sua casa, e ostentava na face vários arranhões e um hematoma.
14 de Fevereiro de 2005 às 00:00
Olinda Granjeia, de 81 anos, estava acamada e foi lá que a polícia a encontrou morta
Olinda Granjeia, de 81 anos, estava acamada e foi lá que a polícia a encontrou morta FOTO: Carla Pacheco
Apesar do local “não apresentar evidentes sinais de violência”, como adianta fonte policial ao CM, “uma observação mais cuidada aponta para a suspeita de intervenção de terceiros”.
Entretanto, ao que o nosso jornal apurou, o principal suspeito e o provável autor do telefonema, “apresentou-se ao final da tarde nas instalações da Judiciária” e começou então a ser confrontado com a descoberta do cadáver da mãe. No entanto, segundo a polícia, não foi ainda constituído arguido.
Determinante para a resolução desta caso será o relatório da autópsia, que ainda hoje deverá ser conhecido. “É preciso apurar a causa exacta da morte, de forma a sustentar os vestígios e restantes perícias”, aponta a mesma fonte.
Já quanto à motivação do crime, as autoridades deixam “tudo em aberto”.
FILHO PERTURBADO
A notícia da morte de Olinda Granjeia correu depressa no pequeno povoado de Silveira, na freguesia do Troviscal, e fez juntar algumas dezenas de populares à porta da “Vivenda Moderna”, onde esta morava com o filho. Primeiro foi o aparato da GNR que, ao encontrar a casa fechada, teve de pedir ajuda a vizinhos para aceder a uma porta traseira, que arrombaram, e confirmarem a autenticidade da denúncia telefónica.
Com a chegada dos investigadores da Judiciária, que permaneceram cerca de três horas no interior da habitação, os populares começaram então a apontar as suas suspeitas, curiosamente, na mesma direcção da polícia. “O filho não deixava que ninguém se aproximasse dela e era ele que zelava por ela. Sempre foi um tipo um bocado perturbado, apesar de parecer uma pessoa muito culta. Por isso é muito suspeito que, agora que ela morreu, tivesse desaparecido local”, referem.
Olinda foi vista pela última vez com vida na manhã de ontem, quando uma senhora ligada à Igreja lhe foi levar a comunhão dominical. Essa testemunha terá já revelado que a encontrou sem ferimentos, apesar de aparentar estar um pouco mais abatida do que de costume.
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