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Correio da Manhã

Portugal
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Morta à facada ao defender irmã

Álvaro Faustino queria concretizar ameaças à ex-mulher. Antiga cunhada mostrou-lhe uma faca, pensando ser capaz de o expulsar.Foi assassinada.
Roberto Bessa Moreira 28 de Novembro de 2014 às 09:14
Maria Etelvina, de 33 anos, foi esfaqueada pelo ex-cunhado, Álvaro Faustino (em cima)
Maria Etelvina, de 33 anos, foi esfaqueada pelo ex-cunhado, Álvaro Faustino (em cima) FOTO: Roberto Bessa Moreira

Uma mulher de 33 anos foi morta à facada ontem de manhã pelo ex-cunhado, em Nevogilde, Lousada. Etelvina Ferreira tentava defender a irmã das ameaças do antigo companheiro e perdeu a vida no pátio da própria casa. Álvaro Faustino, de 46 anos, ainda esfaqueou outro irmão da vítima antes de fugir. Horas mais tarde, entregou-se à GNR e confessou os crimes.

A tragédia de Nevogilde há muito que vinha sendo antecipada por todos os que residem na rua da Costa. Álvaro Faustino passava os dias a rondar a casa da ex-mulher e, por várias vezes, já tinha prometido matar Maria Alice Ferreira, mulher de 38 anos com quem manteve uma relação de oito anos e da qual resultaram dois filhos, de 3 e 7 anos.

Ontem, pelas 09h30, pretendia concretizar as ameaças. Munido de um martelo e de uma pistola de pressão de ar, o desempregado invadiu a habitação que já foi sua. Queria confrontar novamente a ex-mulher com os motivos da separação ocorrida há cerca de dois anos e ordenar-lhe que não o afastasse dos filhos. Álvaro foi surpreendido com a chegada de Etelvina. A mulher empunhava uma faca, que pensava ser suficiente para expulsar o ex-cunhado de casa. No entanto, este reagiu da pior forma. Atacou-a com uma pedra e, depois, usou a faca que ela empunhava para a golpear várias vezes no peito. Etelvina Ferreira não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada dos bombeiros.

Álvaro Faustino, natural de Espinho, ainda esfaqueou, por duas vezes, o abdómen de Joaquim Fernando Ferreira. O homem de 39 anos veio em socorro das irmãs Maria Alice e Etelvina, mas não conseguiu impedir a fuga do ex-cunhado. Contudo, depois, o homicida percorreu, a pé, cerca de dez quilómetros até ao posto da GNR de Paredes, onde se entregou.

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